segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Lei contra jogos sexistas não foi aprovada em França !!

No dia 20, a Assembleia Nacional Francesa iria ponderar sobre uma nova lei que visava penalizar a produção de jogos considerados sexistas, demonstrando uma "representação degradante da mulher". Na França, os estúdios compostos na sua grande maioria por cidadãos Franceses ou da união europeia com um orçamento abaixo de um valor específico, podem ficar aptos para recuperar 20% dos custos de produção. Esta lei procurava retirar esses privilégios aos títulos que se enquadrassem nas suas definições.


A lei foi apresentada e reprovada pela Assembleia Nacional, mas mesmo assim Catherine Coutelle criticou os jogos existentes que acredita representarem de forma menos adequada as mulheres ou até outros que preferem nem apresentar personagens femininas. Coutelle usou jogos como Assassin's Creed: Unity como exemplo da má postura da indústria, utilizando palavras que foram erradamente traduzidas e posteriormente corrigidas mas usadas da forma mais conveniente. Catherine Coutelle não disse os nomes dos jogos mas utilizou frases retiradas de entrevistas com os criadores ou até de trailers, como foi o caso de Detroit: Become Human. Falando de um criador que diz preferir escrever personagens femininos mas que o seu personagem é um andróide feminino "controlado por uma voz masculina". 

"Posso tomar conta da sua casa, cozinhar, cuidar das crianças, organizar as suas coisas...e estou inteiramente ao seu dispor enquanto parceiro sexual. Não tens que me alimentar." Estas são palavras que ouvimos na demonstração tecnológica Kara do Quantic Dream na GDC 2012, tiradas de contexto pela senhora Coutelle. O governo Francês acabou por rejeitar a proposta de lei, dizendo que, apesar de entender a necessidade de representar dignamente as mulheres na indústria dos jogos, isso iria ser contra-produtivo para o país. Primeiro, porque a França ainda não tem muito peso internacionalmente como criadora de jogos, segundo porque iria tirar poder aos estúdios que iriam para o estrangeiro desenvolver esses mesmos jogos.

Para o governo Francês, a indústria Francesa dedicada aos jogos precisa crescer, ganhar poder e não restringir a criatividade como essa lei teria capacidade para fazer. O importante será tornar mais apelativa a entrada no meio para as mulheres, de forma a criarem os seus próprios conteúdos a decidirem como se expressar.

Sussu: Esse povo não tem mais o que fazer não ???