segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"Nintendo precisa mostrar aos consumidores porque eles precisam do Switch" !!

Vários analistas compartilharam as suas impressões sobre o Nintendo Switch e opinaram sobre os aspectos que consideram mais positivos, e, claro, aqueles que acreditam ser os mais negativos, para o futuro do novo console da Nintendo. Piers Harding-Rolls, da IHS Markit, considerou que com o preço de venda do console  "Ele não é uma compra impulsiva nem é tão barato como os outros consoles recentes da Nintendo, por isso com esse preço a Nintendo terá de competir com os consoles já existentes e com os tablets. Como resultado disso, comunicar os aspectos únicos do Switch, em particular as possibilidades dos controles Joy-Con, e os seus conteúdos exclusivos através da publicidade será importante para ganhar peso no mercado.".


Para Harding-Rolls, "Ao contrário do Wii, este não é um produto que se vá vender necessariamente de boca em boca, uma vez que a proposta é relativamente complexa". No caso de Patrick Walker da EEDAR, ele acredita que a Nintendo tem que trabalhar para conseguir chegar ao grande público e assume que os novos The Legend of Zelda: Breath of the Wild e Super Mario Odyssey, irão cativar os fãs veteranos dos jogos da companhia. Para Walker é evidente que, "O Switch terá um forte lançamento, mas tem objetivos a longo prazo." Isto porque apesar "do catálogo da Nintendo ser atrativo e impulsione as vendas iniciais. E apesar do Switch ser atrativo para os fãs tradicionais da Nintendo com uma disposição inteligente de lançamentos de grandes séries, o anúncio do preço relativamente alto e o apoio morno das companhias externas supõe desafios para a adoção do público geral."

Walker admite que foram confirmados jogos de destaque como o novo FIFA ou The Elders Scrolls V: Skyrim, mas considera que na apresentação "houve pouca presença das grandes editoras externas, como a Activision, Ubisoft, Take-Two, Square Enix e Capcom. Sobretudo para reconquistar o público em geral, a Nintendo deve mostrar aos consumidores porque é que eles  precisam de um console híbrido, como fizeram com a detecção de movimentos com o Wii na E3 2005. Apesar do 1-2-Switch ser inovador e interessante, a sua capacidade para se encaixar no mercado dos jogadores casuais de forma imediata é menos clara do que o Wii Sports no Wii".

Enquanto isso Lewis Ward, da IDC Research, mostrou-se um pouco preocupado com o preço do console e considera que faz sentido. De fato, Ward considera mais relevante "o distintivo paradigma de controle que, unido à portabilidade do Switch, abrirá novas oportunidades para a jogabilidade". De fato, ele afirma que o Switch "levará a jogabilidade dos consoles a novos ambientes que serão atrativos para muitos jogadores".


No entanto Ward mostrou-se bastante critico quanto ao catalogo mostrado. "Preocupa-me um pouco a profundidade do catálogo no lançamento, embora a Nintendo tenha insistido na importância do ritmo, o que significa que deveremos ver grandes lançamentos ao longo dos meses de 2017. Neste momento diria que estão em melhor posição para vender do que com o Wii U.... gostaria de ver mais variedade no catálogo de lançamento da parte de companhias externas antes da fazer uma previsão firme sobre como o quanto será melhor a prestação do Switch em relação a do Wii U no seu primeiro ano."

Além disso, Ward vê com bons olhos o pagamento de uma assinatura para os servidos online, algo que começará no meio do ano; até lá ele será gratuito. "Gosto que tenham adotado o modelo de assinatura e estou interessado para ver se fazem algo materialmente diferente a PlayStation Plus e a Xbox Live, apesar de até agora não ter visto muitas diferenças".

Para Joost van Dreunen, da SuperData, o mercado digital vai ser ainda mais importante, e considera que, "A Nintendo está enfatizando o mercado físico" e destaca que "o sistema de cartões do Switch é mais baseado no 3DS que no Wii U, o que sugere que a distribuição digital terá um papel maior na nova plataforma." Dreuden diz que, "Os consumidores acham que é mais fácil expandir a memória de armazenamento e baixar jogos diretamente para o dispositivo do que ter que levar todos os seus jogos separado. O desafio aqui para a Nintendo está em oferecer uma experiência sem problemas na eShop."


Ele acredita que o catálogo de jogos clássicos em distribuição digital será importante, "Embora a Nintendo continue a inovar com os seus jogos, para muitos consumidores os seus jogos clássicos continuam a ser a grande razão de compra. Dar acesso ao seu catalogo de jogos clássicos ajudará a impulsionar a adoção do serviço de assinatura do Switch". Para Piers Harding-Rolls ainda deve de se ver se o mercado está interessado no conceito de consola híbrido, de sala e portátil, que representa o Switch. "O novo console da Nintendo mostra uma companhia que está em uma mudança cultural e procura encontrar um equilíbrio entre o seu negocio tradicional e atrair o novo publico dos smartphones," explicou ele. 

"O formato do Switch personifica literalmente as tensões que estão em jogo enquanto procura satisfazer o jogador tradicional de consoles da Nintendo e também atrair um novo conjunto de consumidores que rotineiramente usam os seus dispositivos móveis, em particular os tablets para jogar. A estratégia de um dispositivo híbrido como este ainda não foi experimentado no mercado: os tablets anteriores para jogar que podiam conectar-se ao televisor tiveram muito pouco mercado, e nem tão pouco tinham o impacto e o apoio de uma companhia como a Nintendo".

A IHS Markit prevê vendas de 4 milhões de Switch em 2017 "embora estes números possam ser revistos nos próximos dias baseando-nos na data de lançamento, se for anterior à que tinha sido prevista, e ao abastecimento de estoque para as lojas durante o ano".

Fonte: Eurogamer