Terremoto no Xbox: bastidores da grande dança das cadeiras na Microsoft !!

O mundo Xbox acordou em modo alerta máximo. A aposentadoria de Phil Spencer já era esperada por muitos fãs… mas a saída simultânea de Sarah Bond pegou praticamente todo mundo de surpresa. Nos corredores da Microsoft, porém, o clima era outro.

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Segundo relatos de funcionários atuais e ex-funcionários, a decisão de promover Asha Sharma ao comando da divisão de games parecia cada vez mais inevitável nos últimos meses. Para quem via de fora, Bond era a sucessora natural. Para quem estava dentro, a história era mais complicada.

A sucessão que não aconteceu

Quando Phil Spencer decidiu deixar a Microsoft após 38 anos de casa, iniciou-se um cuidadoso planejamento de sucessão. O que muitos esperavam era a promoção de Sarah Bond, que vinha ganhando protagonismo desde 2023.

Mas o CEO Satya Nadella e a CFO Amy Hood tinham outra leitura do momento. A escolhida foi Asha Sharma, executiva vinda da divisão de IA da própria Microsoft. A decisão surpreendeu fãs, mas, segundo fontes internas, vinha sendo desenhada havia meses.

O caos do anúncio

A transição não foi exatamente suave. O plano era anunciar a mudança hoje, mas vazamentos forçaram a Microsoft a antecipar tudo na sexta-feira. Resultado: equipes do Xbox souberam da bomba primeiro pela imprensa. Clima de novela corporativa em tempo real.

Para piorar o timing:

  • o time de redes sociais de Bond não estava preparado

  • um post de LinkedIn dela foi ao ar pouco antes da saída

  • apenas o memo de Spencer citou Bond diretamente

  • executivos evitaram mencioná-la nos comunicados oficiais

Nos bastidores, isso acendeu vários alertas.

A estratégia “Xbox Everywhere” sob pressão

A saída de Bond também está ligada ao desempenho irregular da estratégia que ela ajudou a liderar. A visão era clara: transformar o Xbox em uma plataforma presente em qualquer tela. Vieram campanhas como:

  • “you don’t need an Xbox to play Xbox” (Você não precisa de um Xbox para jogar Xbox)

  • “This is an Xbox” (onde até celular virava Xbox)

A ideia era ambiciosa. A execução… nem tanto. Internamente, muitos funcionários consideraram a mensagem confusa e até ofensiva para quem ainda via o console como coração da marca. E os números não ajudaram: a receita de hardware do Xbox caiu por três anos fiscais consecutivos. Funcionários relatam que Sarah Bond era eficiente em fechar parcerias, mas difícil de se trabalhar. Segundo relatos, a estrutura que ela montou não tolerava nenhum tipo de contestação de sua visão estratégica. (Tinha como dar certo isso?)

"A mudança de foco para longe dos consoles, liderada por Bond, sob a direção de Spencer, não tem dado certo para o Xbox. [...] a estratégia vinha falhando internamente e sendo questionada várias vezes. Bond tentou priorizar o mobile e o cloud em vez dos consoles, para alcançar potencialmente milhões de clientes Xbox a mais, mas o resultado tem sido um caso clássico de perseguir os clientes de amanhã negligenciando os de hoje." 

O elefante na sala chamado Asha Sharma

A chegada de Sharma abriu duas frentes de preocupação entre funcionários:

🎯 Falta de histórico na indústria de games
🤖 Possível “invasão” de IA em tudo

A própria executiva tentou esfriar os ânimos logo no primeiro memo:

“Não vamos inundar nosso ecossistema com ‘IA’ sem alma.”

Ela também foi direta ao dizer que ainda está aprendendo sobre games, algo raro para alguém que assume um cargo desse tamanho.

Reset estratégico no horizonte

Fontes indicam que a Microsoft quer um reset real na divisão Xbox, não apenas continuidade. A fala de Sharma sobre resgatar o “espírito renegado” do Xbox é vista internamente como um sinal claro de mudança de rota. Ainda assim, há um certo voto de confiança. Pessoas que trabalharam com ela a descrevem como:

  • entusiasmada

  • boa executora

  • forte em lançar plataformas

  • focada em crescimento de usuários

Exatamente o tipo de perfil que o Xbox tem buscado.

O legado de Phil Spencer… e o tamanho do desafio

Independentemente do que vem pela frente, o impacto de Phil Spencer no Xbox é inegável. Foi sob sua liderança que surgiram movimentos que mudaram a indústria, como:

  • crossplay mais amplo

  • Play Anywhere

  • a aposta pesada no Game Pass

Mas ele sai num momento delicado:

  • Xbox Series X|S muito atrás do PlayStation

  • pressão pós-aquisição da Activision Blizzard

  • Demissões e fechamentos de estúdios

  • dúvidas sobre o futuro do console

Agora, a bola está com Sharma. Os próximos anos vão dizer se essa mudança foi um golpe de mestre… ou apenas mais um capítulo turbulento na saga do Xbox.

E aí, xará: essa virada te passa confiança ou cheira a fase crítica da marca?

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