Xbox não está morto após troca de CEO, diz co-criador da marca !!

O co-criador do Xbox, Seamus Blackley, voltou a comentar sobre o futuro da divisão da Microsoft e tratou de esfriar a narrativa mais alarmista que surgiu após suas declarações recentes. Apesar de continuar preocupado com o rumo da marca, ele foi direto: o Xbox não está morto.

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Em publicações no Bluesky, Blackley afirmou que tem sido questionado repetidamente se acredita no fim do Xbox. A resposta dele foi clara:

"Não" - "Eu amo o Xbox mais do que literalmente qualquer pessoa. Isso está me matando. Mas eu sei muito sobre organizações e negócios agora, e eu estava sendo honesto, não um idiota de RP"[...]"O sofrimento em que ele [Xbox] está me mata, me assombra. Mas o progresso requer introspecção e realismo. Aprender é dor."

O veterano explicou que sua preocupação vem justamente do apego ao projeto que ajudou a criar. Segundo ele, ver a marca enfrentando dificuldades sem poder agir diretamente é algo doloroso.

“É literalmente algo que eu quase morri para trazer à existência. Ver isso lutar e não poder agir é difícil.”

Ainda assim, Blackley reforça que o momento exige realismo. Para ele, mudanças duras podem estar a caminho, e o Xbox pode passar por transformações profundas sob a liderança da nova CEO, Asha Sharma.

"A declaração da Asha ali sobre como ela vai resolver isso me lembra muito disso. Eu estive perto de muito disso. Eu tive Bill Gates dizendo isso para mim. Eu tive Steven Spielberg dizendo isso para mim. Eu tive muitas pessoas realmente inteligentes dizendo, basicamente, essa frase para mim."  

"Asha está entrando nos jogos porque o chefe dela acredita que os jogos vão ser impulsionados por IA,"[...]"É uma abordagem muito diferente. Você pode ver que eles estão realmente sérios sobre os jogos serem consertados por IA porque a madame protesta tanto sobre como eles não vão fazer porcaria e que tudo é controlado por humanos. Para qualquer um acima de certa idade com certa quantidade de experiência em negócios, você reconhece essas palavras pelo que elas são." 

Críticas à visão ‘AI-first’

Mesmo suavizando o tom sobre a “morte” do Xbox, Blackley manteve suas preocupações com a direção estratégica da Microsoft, especialmente o foco crescente em inteligência artificial. Ele alertou que games são um negócio movido por paixão e que a indústria costuma reagir mal quando decisões parecem vir de pessoas sem forte histórico no setor.

"É uma parede difícil de escalar. Porque são jogos - uma coisa que aprendi ao longo da minha carreira é que todo mundo acredita que é um desenvolvedor de jogos. Todo mundo acha que é um designer de jogos. Há algo sobre jogos - quando você joga, eles parecem tão sem esforço. Há uma suposição de que qualquer um pode fazer isso." 

Na visão do co-criador, existe um risco clássico: subestimar a complexidade de fazer jogos.

Um futuro incerto, mas não encerrado

O recado final de Blackley é menos apocalíptico do que parecia inicialmente. Ele não acredita que o Xbox vá simplesmente desaparecer, mas sim que a marca pode enfrentar um período de ajustes dolorosos enquanto a Microsoft redefine prioridades.

Com a nova liderança prometendo uma espécie de “renascimento do Xbox”, o próximo capítulo da marca deve ser decisivo. E aí, xará… você acha que o Xbox tá só passando por uma fase turbulenta ou o sinal amarelo já virou vermelho? 

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