sábado, 28 de fevereiro de 2009

50 Cent: Blood on the Sand - Análise

Depois de emplacar sucessos como "In da Club" e "P.I.M.P." de seu álbum "Get Rich or Die Tryin", em 2003, o rapper nova-iorquino 50 Cent virou uma máquina de fazer dinheiro: além de ganhar seu próprio selo musical, o G-Unit, para empregar velhos amigos e colaboradores, o artista famoso por ter levado nove tiros durante um atentado passou a emprestar sua marca a uma série de produtos, desde roupas e acessórios até bebidas energéticas.

Rap e games
Para o videogame foi um pulo. Primeiro apareceu no jogo "50 Cent: Bulletproof", lançado para Playstation 2, Xbox e PSP na época de seu segundo álbum, "The Massacre", em 2005, e que vendeu bem puxado pelas vendas do disco, apesar da baixa qualidade. Agora parece que foi a vez de fazer direito, contando apenas com os próprios méritos do game e, claro, o carisma do artista marrento dono de uma voz mansa e criador de ritmos que grudam na cabeça.


Fantasia gangsta


É evidente que "50 Cent: Blood on the Cent" foi criado em torno da vaidade do protagonista e sua entourage. A história absurda, com um roteiro que parece ter sido escrito por um pré-adolescente desbocado, coloca 50 Cent e seus parceiros da G-Unit em um país fictício do oriente médio, logo depois de um show. O grupo toma um calote milionário, pega um crânio cravejado por diamantes como garantia e logo se vê envolvido em uma verdadeira guerra civil contra mafiosos locais. É o sonho de qualquer aspirante a bad boy se formando na tela graças a milhares de polígonos: resolver todos os seus problemas na base da pancada, com muita pose e brilho.

E todo mundo aparece bem, do próprio 50 Cent aos seus ajudantes de luxo Tony Yayo, Lloyd Banks e DJ Whoo Kid, em modelos extremamente detalhados. Os cenários também são bastante caprichados, com muitos elementos surgindo na tela ao mesmo tempo, além de belas explosões e outros efeitos especiais.

Foi feito aqui um belo trabalho gráfico que não costuma ser visto em títulos licenciados, mas ainda é possível testemunhar problemas chatos como algumas expressões de paisagem dos protagonistas, ocasionais problemas de carregamento de texturas e uma taxa de animação bastante instável.

A trilha sonora é outra acima da média, graças ao grande número de canções do bando. São cerca de 40 faixas, com 18 exclusivas entre sobras de álbuns e inéditas, com direito a convidados especiais. Dá até para habilitar videoclipes escondidos e selecionar sua própria playlist para a aventura, em uma das poucas idéias realmente frescas para a ação do jogo.

Genérico de ação

Cooperação online
Apesar de contar com rostos carismáticos, boa música e visuais decentes, "50 Cent: Blood on the Sand" foi construído sobre uma base bastante comum. A visão e o sistema de cobertura parecem com os de "Gears of War", há uma câmera lenta no estilo de "Stranglehold", seu parceiro é fundamental em algumas ocasiões como "Army of Two" e há bônus por matar inimigos em determinado tempo da mesma forma que em "The Club". Os clichês continuam em várias formas, como na figura do mercador de armas, nas fases de pilotagem ou na presença obrigatória de barris explosivos. Não há nada em "50 Cent: Blood on the Sand" que já não tenha sido visto antes.

Ao menos é uma mistura que funciona, impondo um ritmo ágil graças às constantes aparições de inimigos ou novos objetivos a cumprir. A inteligência artificial não é das melhores, mas muitas vezes a quantidade de oponentes acaba neutralizando este problema, oferecendo uma grande quantidade de alvos a serem despachados. Com a necessidade de buscar sempre por dinheiro e a de cumprir os objetivos para pontuar mais, o game consegue empolgar aquele tipo de jogador que não se importa em comer feijão com arroz todos os dias, principalmente se for simpático ao astro do game.

CONSIDERAÇÕES

"50 Cent: Blood on the Sand" é um dos raros jogos licenciados a escapar da maldição de prazos apertados e orçamentos baixos, livre de corresponder ao lançamento de outro produto relacionado, e apoiado na força da marca e do carisma do rapper e seus colaboradores mais próximos. Com uma apresentação bastante razoável e canções inéditas dos envolvidos, a produção é acima da média para este tipo de game. Pena que a ação não traga nenhuma novidade e caia em um mar de clichês no gênero, apagando-se diante da competição acirrada.

Fonte : UOL Jogos

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