Primeiros reviews do Ouya não agradam !!

Os primeiros reviews do Ouya, o console que possui sistema Android, começaram a pipocar na internet. Entretanto, as notícias não são nada boas - a princípio, os reviews do console não parecem estar tão positivos. O site The Verge avaliou o console com nota 3.5 (em um total de 10).
 
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"Eu sempre tive um momento para lamentar meu erro antes que qualquer coisa acontecesse, também porque há uma boa defasagem entre o controle e o console. Isso nem sempre acontece, e parecia ter uma razão para acontecer, mas cerca de metade do tempo o jogo pareceu perfeitamente sincronizado e na outra metade parecia um tanto atrás do que eu fazia", escreveu o avaliador do The Verge.

Também problemática é a versão padronizada do sistema operacional Android 4.1, que veio sem alguns recursos importantes e com algumas decisões de design pouco intuitivas, como no menu de rodar jogos. "Passamos para um layout branco e laranja, que começa com um O, na forma de um sol nascente e um canto de "OUYA" enquanto o sistema completa a sua inicialização. Você é então jogado em um menu com quatro opções: "Play", "Discover", "Make" e "Manage".

"Na primeira, você roda os jogos que já baixou. Eles estão dispostos em duas linhas, que se estendem para a direita da tela. As coisas podem se estender bastante uma vez que você instalou muitos jogos, e até agora não há nenhuma maneira de mover ou classificar esses itens. Seus antigos jogos estarão na esquerda e os mais novos à direita - um arranjo que, pensamos, vai se mostrar problemático na visão geral das coisas. Há uma opção para pressionar Y e pesquisar por nome, mas por enquanto não parece funcionar", critica o Engadget.

O mercado de jogos do console contém 104 jogos, mas que não empolgam muito os consumidores. E para descobrir quanto custa um jogo, é necessário baixá-lo e começar a jogá-lo de forma gratuita, para então saber o valor.

"Uma quantidade surpreendente de jogos de alta-qualidade está disponível na loja Google Play, mas o Ouya seguiu seu próprio caminho com a Ouya Store, e ela decepciona tremendamente em comparação".

O conceito de que os jogos do Ouya seriam baixados gratuitamente também parece não ter vingado, e o console veio com títulos como Final Fantasy III, que custa US$ 15,99 e muitos que, para serem gratuitos, prejudicam a experiência com avisos constantes sobre itens pagos.

A promessa de ser o console "mais hackeado" da história também gerou dúvidas nas cabeças dos avaliadores. O autor da resenha no The Verge diz que conseguiu rodar o Netflix, Plex, Shadow Gun, Angry Birds Space e até Mario Kart 64 no Ouya, mas ressaltou que isso envolve processos complicados demais mesmo para os 60 mil entusiastas que adotaram a plataforma primeiro pelo Kickstarter.

"Esse é um produto com algumas boas ideias e um futuro potencialmente promissor, mas está a um milhão de milhas de algo em que valha a pena gastar seu dinheiro", concluiu o The Verge. Já o Engadget escreve em seu veredicto que o Ouya "deveria ser considerado um lançamento beta" e que "simplesmente não está pronto para ser vendido nas lojas", mas os problemas podem ser resolvidos até o lançamento definitivo em junho. O The Verge discorda desta última afirmação e escreve que o console está longe demais de seus objetivos para resolver os problemas em poucos meses.

"O aparelho está sendo vendido como um produto, e não um protótipo, e isso é errado. O Ouya não é uma plataforma de games viável, ou um bom console, ou mesmo uma boa interface para TV. Eu não sei o que ele é, mas até que a Ouya descubra, ele não vale os US$ 99", concluiu o The Verge.
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