Se você viveu a era dos 16-bits, provavelmente lembra de James Pond, o peixinho espião que fez sucesso lá nos tempos de Mega Drive e Amiga. Pois é, em pleno 2025, a franquia está voltando… mas nem todo mundo está feliz com isso - principalmente Chris Sorrell, o criador original da série.
De herói aquático a polêmica moderna
A Gameware Europe, empresa que detém atualmente os direitos da franquia, está trabalhando em um novo título chamado James Pond: Rogue AI. A proposta mistura nostalgia com elementos modernos de rogue-like, mas a recepção nos bastidores tá longe de ser amigável.
Em uma entrevista recente, Chris Sorrell - responsável pelos três primeiros jogos da franquia entre 1990 e 1993 - não poupou palavras ao comentar sobre o projeto:
“Detesto com paixão quase tudo o que fazem... ainda mais porque me enganaram a fazer parte daquela campanha Kickstarter mal gerida anos atrás. Estupidamente deixei meu nome ser associado àquela empresa rasca.”
Rasca, pra quem não pegou, é tipo chamar o estúdio de vagabundo, preguiçoso ou sem qualidade.
Visual gerado por IA e nostalgia mal aproveitada
Apesar da crítica feroz, Sorrell chegou a dizer que há algum potencial no gameplay mostrado até agora — o que indica que pelo menos alguém com talento pode estar envolvido. Ainda assim, o criador acredita que o novo jogo parece um retrocesso tecnológico:
“É como se 30 anos de avanço na indústria não tivessem acontecido.”
Ele também criticou o uso de imagens supostamente geradas por IA nas artes promocionais e afirmou que o nome James Pond foi tão maltratado pela Gameware que não quer mais ser associado à marca.
Um retorno que divide
Enquanto alguns fãs veteranos ainda torcem por uma boa surpresa, o retorno de James Pond claramente carrega uma divisão entre nostalgia e desapontamento. O projeto ainda está em desenvolvimento, e resta ver se Rogue AI vai nadar contra a maré… ou afundar de vez.
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