GOG responde à censura e libera 13 jogos adultos de graça - mas só por 48 horas !!

A treta é real: com Steam, Itch.io e outras lojas digitais sofrendo pressão de empresas como Visa, Mastercard e Stripe, alguns jogos adultos (mesmo os 100% legais) estão sumindo das prateleiras digitais. E o GOG resolveu meter o pé na porta com uma campanha ousada chamada Freedom To Buy Games.
 
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Como resposta direta à onda de censura, o GOG está oferecendo 13 jogos adultos grátis por tempo limitadíssimo - só 48 horas! Para resgatar, é só usar o código freedomtobuygames no site oficial da campanha: freedomtobuy.games


Liberdade criativa é o foco da campanha

A ideia não é só dar jogo de graça, não. O GOG está batendo forte no discurso de que jogos legais não deveriam ser excluídos por decisões arbitrárias de empresas que nem atuam diretamente na indústria de games, mas sim como intermediários financeiros.

“Alguns jogos desaparecem. Não porque infringiram a lei, mas porque alguém decidiu que não deveriam existir.”
- Manifesto da campanha Freedom to Buy

Segundo a empresa, a seleção de jogos foi feita com base no risco de exclusão, seja por causa de conteúdo sexual, narrativas alternativas ou temas que incomodam certas empresas - mesmo sem violar leis ou diretrizes de classificação etária.


O que está rolando com Steam e Itch.io?

Tudo começou em julho, quando plataformas como a Steam e a Itch.io começaram a restringir e até remover jogos adultos. No caso da Itch.io, o conteúdo 18+ sumiu das buscas, e só voltou a aparecer se os jogos fossem oferecidos gratuitamente, uma forma de driblar o bloqueio de pagamento.

A comunidade reagiu forte: desenvolvedores independentes, artistas e criadores (muitos pertencentes a comunidades marginalizadas) denunciaram nas redes sociais o impacto dessas decisões e a falta de transparência das empresas como Visa e Mastercard.


A resposta da indústria

Organizações como a IGDA e a UKIE se posicionaram contra os bloqueios, dizendo que sistemas de classificação etária como ESRB e PEGI existem justamente para regulamentar o que é ou não apropriado. Cortar acesso com base em “moral corporativa” ou medo de reputação não só fere a liberdade criativa, como prejudica toda uma cadeia de produção legítima.


GOG quer mais do que holofote

Com a campanha Freedom to Buy, o GOG está levantando a bandeira da liberdade de acesso e expressão digital. E sim, pode apostar que essa movimentação pode abrir espaço para discussões sérias sobre o papel de empresas como Visa e Mastercard no controle de conteúdo que não lhes compete avaliar.

A plataforma foi clara: quer manter esses jogos visíveis, acessíveis e inegáveis. E mesmo que você não jogue nada disso, é importante entender que hoje são os jogos adultos - amanhã pode ser qualquer conteúdo que desagrade alguém com poder demais nas mãos.

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