Em entrevista ao VGC, Itsuno foi bem claro:
“Antes de você perceber, já estaria trabalhando em Devil May Cry 6 ou 7. Não é que eu não queira fazer, eu quero, mas já realizei tudo o que queria em DMC5 e Dragon’s Dogma 2.”
O diretor, que agora tem mais de 50 anos, vê o momento como sua última grande chance de criar uma nova propriedade intelectual AAA capaz de empolgar o mundo. Para isso, ele se juntou à Tencent e ao estúdio Lightspeed Studio Japan, que estão dando o suporte necessário pra esse salto ousado.
E não é por falta de amor à franquia, longe disso. Itsuno respeita o legado de Devil May Cry, mas deixou claro que a Capcom prefere continuar apostando em sequências - afinal, desenvolver um AAA hoje leva de 4 a 5 anos, e isso limita as possibilidades de experimentar.
O mais curioso é a própria visão do diretor sobre o cenário japonês: segundo ele, poucos estúdios no Japão têm coragem de investir em novas IPs AAA. É por isso que ele buscou apoio fora, no caso a gigante chinesa Tencent, para poder realizar essa ambição antes que seja tarde.
Pra quem é fã, a notícia é agridoce. Sim, a gente adoraria ver um Devil May Cry 6 com a assinatura de Itsuno, mas também dá aquele frio na barriga pensar no que ele pode criar de totalmente novo. Afinal, foi assim que nasceu Dragon’s Dogma, e olha só o tamanho da franquia hoje.
E aí, você preferiria ver Itsuno voltar pro Dante e companhia em um DMC6, ou também acha mais emocionante ele arriscar tudo numa nova IP?
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