
O motivo? Questões legais.
Segundo os organizadores, no dia 13 de junho a Nintendo entrou em contato informando que, como a RTA agora é uma entidade jurídica, seria necessário obter autorização formal para cada título da empresa incluído no evento. E não parou por aí: a Big N também avisou que transmissões passadas com jogos dela seriam consideradas uso não autorizado.
Diante disso, a equipe decidiu cortar os títulos da Nintendo desta edição, já que o processo de licenciamento seria longo demais para resolver antes da maratona. Isso significa que não veremos clássicos como Super Mario 64 e Pokémon, que sempre figuravam entre os mais assistidos do evento.
Mesmo assim, a programação continua recheada, com jogos como Minecraft, Cuphead, Inscryption e Silent Hill 2. Como sempre, todo o dinheiro arrecadado vai para a Médicos Sem Fronteiras.
Os organizadores já disseram que estão em negociações com a Nintendo para tentar reverter a situação em futuras edições. Além disso, o sistema de envio de jogos será reformulado, com novos critérios a serem divulgados em breve.
Vale lembrar que a Nintendo é conhecida por seu controle rigoroso sobre o uso de suas propriedades intelectuais, mesmo em eventos comunitários ou beneficentes. Em 2022, por exemplo, a empresa barrou a realização do Smash World Tour, gerando forte reação da comunidade. Apesar de ter flexibilizado algumas regras nos últimos anos, ainda é uma das editoras mais restritivas nesse sentido.
Para a RTA, a ausência dos jogos da Nintendo é um baque - mas a maratona promete manter o espírito vivo, mesmo sem alguns dos speedruns mais icônicos de sua história.
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