Crescimento do estúdio:
Desde a fundação, CLOVERS expandiu de 20-25 pessoas para escritórios em Osaka e Tóquio, contando principalmente com profissionais experientes do mercado. Segundo Kamiya e Koyama, o sucesso da contratação se deve à afinidade de mindset entre os membros, além de indicações internas de colegas de confiança.
Sobre Okami 2:
O estúdio revelou que o jogo é o primeiro projeto direto que Kamiya dirige como sequência de um título que ele próprio criou. O objetivo é entregar algo maior e melhor que o original, conquistando confiança da Capcom para futuros projetos. Apesar de usar capital próprio, CLOVERS recebe suporte da Capcom, M-Two e Machine Head Works, o que facilitou estrutura, contratação e desenvolvimento.
Kamiya destacou que a reação da indústria e do público ao anúncio durante o The Game Awards 2024 foi emocionante e reforçou a confiança da equipe. O diretor também comentou sobre o desafio de equilibrar expectativas de fãs de Okami com a criatividade do estúdio: “Se eu conseguir ir além do que foi entregue no primeiro jogo, considero isso um verdadeiro sucesso.”
Aprendizados com Scalebound:
Kamiya comentou que Scalebound, cancelado pela PlatinumGames, era um projeto inovador que combinava controle de um humano e de um dragão, mas não havia referências claras de gameplay. Ele acredita que, se tivesse tido um publisher japonês, o projeto teria tido mais espaço para experimentação e paciência, enquanto publishers estrangeiros tendem a exigir resultados mais rápidos. Ele enfatizou que a responsabilidade pelo cancelamento foi da própria PlatinumGames, mas que a experiência trouxe aprendizados valiosos para futuros projetos.
Visão de futuro:
CLOVERS pretende, eventualmente, trabalhar em múltiplos projetos, podendo colaborar com diferentes publishers ou até mesmo explorar autopublicação. Por enquanto, o foco é concluir Okami 2 com excelência. Kamiya e Koyama querem consolidar o estúdio como um espaço seguro para criativos, evitando rotatividade e layoffs que são comuns em grandes empresas.
“Entendo as circunstâncias que forçam grandes empresas a demitir, mas para nós, essa não é uma opção. Queremos cuidar do nosso time.” - Hideki Kamiya
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