O estúdio Giant Squid lançou em agosto seu terceiro jogo, Sword of the Sea, sucessor de Abzû (2016) e The Pathless (2020). Recebido com aclamação crítica, o título é descrito como “simultaneamente emocionante e meditativo” e possui nota 88 no Metacritic na versão PS5.

Para o diretor criativo Matt Nava, o jogo também é uma homenagem a Journey, no qual ele foi diretor de arte. Embora os custos de desenvolvimento nunca tenham levado a Giant Squid à falência, o apoio da Sony foi crucial para finalizar o projeto.
O papel da PlayStation Indies
Durante o desenvolvimento, a Giant Squid precisou de financiamento adicional. Esse suporte veio através do programa PlayStation Indies, que ajuda a dar visibilidade e apoio a jogos independentes de destaque. O financiamento da Sony permitiu que Sword of the Sea fosse lançado como título de lançamento no PlayStation Plus, garantindo maior visibilidade e tempo extra de polimento para o estúdio.
Nava comenta:
"Você ganha mais olhos no jogo, o que é tremendamente valioso. Esse apoio nos permitiu fazer ajustes de última hora que salvaram o jogo."
Apesar do título ter sido co-publicado com a Sony, a Giant Squid manteve controle sobre a publicação, marketing e lançamento nas lojas digitais. Essa combinação de apoio e autonomia permitiu que a equipe de cerca de 20 pessoas atingisse o nível de polimento desejado, mesmo com prazos apertados.
Desafios finais e aprendizado pós-COVID
A fase final de desenvolvimento exigiu coordenação intensa, ajustes de cutscenes e refinamento de mecânicas. Nava compara o processo com Journey, destacando a importância de tempo extra no final para ajustes holísticos.
Além disso, a pandemia mudou a forma de trabalhar do estúdio. Embora Sword of the Sea tenha sido finalizado presencialmente, os aprendizados de The Pathless em trabalho remoto foram essenciais para lidar com a nova realidade da indústria, marcada por desafios financeiros e cerca de 38 mil demissões desde 2022.
Para Nava, manter a equipe coesa e a produção sustentável é o maior desafio daqui para frente:
"O que importa é manter este núcleo que conseguimos preservar. Sempre penso em como tornar isso sustentável e garantir que possamos continuar criando."
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