Eu já postei aqui que a Loja Costco, uma das maiores redes de varejo do mundo, simplesmente removeu todos os listados do Xbox em seus sites nos EUA e no Reino Unido. O Xbox e a Ferrari têm algo em comum? Além do preço salgado, parece que ambos estão ficando cada vez mais difíceis de ver por aí.
Nos EUA, a situação já vinha ficando complicada: a Microsoft aumentou o preço do Xbox Series X|S duas vezes por conta das tarifas de importação impostas ao hardware fabricado na China. Como consoles não são isentos dessas taxas (diferente de PCs e celulares), o repasse chegou direto ao bolso do consumidor. Resultado? Margens de lucro baixíssimas e varejistas descontentes.
Segundo relatos do post anterior, a Costco começou a retirar Xbox das prateleiras - não só nos Estados Unidos, mas também em outras regiões. Em algumas lojas, os consoles aparecem em liquidações para limpar o estoque. O jornalista e comentarista Destin Legarie publicou no X (antigo Twitter) que entrou em contato com a Costco e recebeu a confirmação:
"Acabei de ligar para a Costco sobre o estoque de Xbox. Fui informado que eles não venderão mais consoles Xbox. “Não temos planos futuros para vender consoles Xbox.” Foi o que disseram. Foi uma decisão de negócios. Eles disseram, no entanto, que têm ótimas ofertas em Switch e PlayStation."
A atual geração tem sido dura para a Microsoft no hardware. Desde o fiasco do Xbox One, a empresa nunca conseguiu recuperar a mesma força de vendas da concorrência. Ainda assim, a estratégia de expandir franquias para PlayStation e PC, junto do sucesso do Xbox Game Pass, mantém a divisão em alta dentro da própria Microsoft - a ponto de superar até o Windows como prioridade de negócio.
Outro detalhe interessante: o futuro do Xbox parece caminhar para um modelo mais “Windows-like”, permitindo que outras fabricantes criem seus próprios dispositivos compatíveis com a plataforma. O primeiro exemplo disso será o Xbox Ally, PC portátil que chega em 16 de outubro de 2025.
Mesmo assim, perder um parceiro de peso como a Costco gera questionamentos. Será que outros grandes varejistas podem seguir o mesmo caminho?
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