Lembra de Concord? Pois é… quase ninguém lembra. Um ano depois do lançamento, ele já é tratado como um daqueles grandes fiascos que ficam marcados na história dos games - tipo um Shenmue Online ou um LawBreakers da vida. A Sony apostou alto, comprou a Firewalk Studios em 2023, investiu quase uma década no projeto… e o resultado foi um jogo que morreu em menos de duas semanas. Servidores desligados, cópias reembolsadas, estúdio fechado. Triste, mas real.
Os números dizem tudo: menos de 25 mil cópias vendidas e um pico de só 700 jogadores simultâneos no Steam. Isso em um mercado onde títulos como Overwatch, Valorant e Apex Legends já reinam absolutos. Pior: o jogo saiu pago, quando o público já espera que esse tipo de multiplayer competitivo seja free-to-play. Era briga de faca sem fio contra tanque de guerra.
E, segundo os próprios devs que participaram, o destino de Concord já estava meio escrito antes mesmo do lançamento. A beta não engajou, a imprensa destacou só os números baixos, e a comunidade… bom, a comunidade gamer foi aquela coisa: em vez de dar uma chance, parecia comemorar o fracasso.
O mais curioso é que, por dentro, a Firewalk era descrita como um estúdio saudável, respeitoso e inclusivo, onde a galera curtia trabalhar. Mas a vibe externa foi impiedosa, e o choque não poderia ter sido maior. Um ex-produtor resumiu com uma frase perfeita: “Concord foi o carro mais bonito que se despistou.” Tinha boas ideias, mas nunca achou seu público.
No fim, esse caso virou mais uma cicatriz na estratégia da Sony com games como serviço, um lembrete de que não basta investir milhões e achar que todo multiplayer vai virar o próximo Fortnite. O timing, a comunicação e o modelo de negócio pesam muito mais do que só a grana.
Postar um comentário