Muita gente achava que Skyrim iria “sumir” diante do peso da marca Call of Duty, mas a Bethesda não apenas encarou o desafio de frente como saiu vitoriosa a longo prazo.
Em entrevista ao site DBLTAP, o ex-executivo da Bethesda, Pete Hines, relembrou como foi viver aquele momento de tensão. Segundo ele, havia uma pressão enorme para adiar Skyrim:
“Oh, Skyrim não vai sobreviver saindo junto com Call of Duty. Todo mundo vai jogar Call of Duty. Ninguém vai comprar o seu jogo. E eu disse: ‘Eu sei que eles são uma marca enorme, mas não são um jogo melhor. Eu vou enfrentá-los. Vou gastar marketing contra eles. Nunca vou gastar tanto quanto eles, mas ainda assim vou vencer.’”
Para Hines, a confiança vinha do fato de que Skyrim era um jogo atemporal, com potencial para durar anos, enquanto Call of Duty era pensado em ciclos anuais.
Os números falam por si:
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Call of Duty: Modern Warfare 3 vendeu cerca de 30 milhões de cópias no total.
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Skyrim vendeu 7 milhões apenas na primeira semana e, ao longo dos anos, ultrapassou a marca de 65 milhões de cópias, contando re-releases.
Na crítica, o embate também favoreceu Skyrim:
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Skyrim tem nota 96 no Metacritic.
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MW3 ficou com 88.
E se olharmos hoje, mais de uma década depois, Skyrim ainda tem milhares de jogadores ativos diariamente no PC, enquanto MW3 praticamente desapareceu.
Pete Hines resumiu bem: não era sobre vencer no dia do lançamento, mas sobre criar um jogo que resistisse ao tempo. Skyrim recebeu expansões, mods e relançamentos que mantêm o título vivo até hoje. Enquanto isso, Call of Duty já havia seguido para Black Ops II em 2012.
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