A polêmica dos Game-Key Cards na Nintendo Switch 2 ganhou um novo capítulo. Em entrevista ao site JP Games, Naoki Hamaguchi – diretor de Final Fantasy 7 Remake Intergrade e responsável pelo terceiro jogo da trilogia – explicou por que o formato não deve ser visto apenas como uma questão de economia.
Segundo Hamaguchi, os fãs enxergam os Game-Key Cards como uma forma das editoras economizarem em cartuchos maiores ou evitarem custos com mídia física. Mas, para os desenvolvedores, a conversa é diferente: o problema principal está na velocidade de carregamento.
“Para nós que fazemos jogos em HD, o maior desafio é a velocidade de loading. Carregar dados diretamente de um cartucho sempre será mais lento do que de um SSD. Usar o Game-Key Card permite que a instalação rode direto do armazenamento interno da Switch 2, garantindo loadings mais rápidos”, explicou.
O diretor reconhece que os fãs têm críticas válidas, especialmente quanto ao risco de os servidores da Nintendo desligarem no futuro e os jogos ficarem inacessíveis. Mas acredita que o formato dá mais oportunidades para que jogos de alto padrão cheguem ao console.
Hamaguchi reforçou que Final Fantasy 7 Remake Intergrade, que será lançado no Switch 2 em 22 de janeiro de 2026, precisou dessa solução justamente para manter a performance próxima da experiência de consoles mais potentes.
Essas falas vão ao encontro do que já havia dito Rob Bantin, arquiteto de áudio da Ubisoft e responsável pelo motor Snowdrop, que comentou que o uso de Game-Key Cards no Switch 2 com Star Wars Outlaws também foi uma decisão voltada para performance e não custo.
Em resumo: os Game-Key Cards podem até dividir opiniões entre fãs, mas, para os estúdios, são vistos como uma ponte necessária para trazer jogos AAA ao hardware híbrido da Nintendo.
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