A Electronic Arts está no centro de uma das maiores negociações da história dos games: um consórcio formado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), Affinity Partners e Silver Lake anunciou a compra da companhia por US$ 55 bilhões, sendo US$ 20 bilhões financiados em dívida.

Mas essa montanha de dívida já começa a gerar discussões sobre o futuro da EA.
Dormindo sobre tesouros?
Em um vídeo recente, Mark Darrah, ex-produtor da BioWare (onde trabalhou por 24 anos), afirmou que a EA possui um enorme acervo de franquias “adormecidas” que poderiam ser vendidas para ajudar a reduzir o peso dessa dívida.
“A EA tem um repositório gigantesco de IPs que estão só parados. Uma opção seria vender todas elas por US$ 100 milhões, se conseguisse. Isso já ajudaria a abater a dívida”, disse Darrah.
BioWare no alvo dos novos donos?
Darrah também levantou preocupações sobre o futuro de estúdios como a BioWare, responsável por franquias como Dragon Age e Mass Effect. Segundo ele, os novos controladores da EA podem interferir em temas e mensagens progressistas tradicionais da BioWare, algo que poderia gerar um impacto devastador na imagem do estúdio.
“É difícil imaginar a BioWare mudar de uma narrativa progressista para o contrário só porque o governo quer. Mesmo que façam isso, a percepção pública seria apocalíptica”, destacou o ex-produtor.
EA Sports como núcleo intocável
Enquanto divisões como EA Entertainment podem sofrer cortes ou mudanças drásticas, a expectativa é que EA Sports - responsável por FIFA/EA Sports FC e Madden - permaneça como o coração financeiro da empresa.
A compra da EA deve ser concluída em 2027, mas a grande dúvida é: será que a publisher vai abrir mão de estúdios e franquias para equilibrar as contas?
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