Uma das figuras mais queridas da história dos videogames está se despedindo. Gregg Mayles, co-criador de Banjo-Kazooie e um dos últimos veteranos da era de ouro da Rare, anunciou sua saída do estúdio após 36 anos de trabalho.
O criador, que começou ainda nos tempos do NES e Super Nintendo, ajudou a moldar alguns dos jogos mais marcantes das décadas de 1990 e 2000.
O adeus de uma lenda
Mayles anunciou sua saída em um post poético no Twitter/X, fiel ao seu estilo leve e criativo. Ele começou na Rare nos anos 80, ajudando a desenhar Battletoads, Donkey Kong Country e, claro, Banjo-Kazooie - jogo que se tornou símbolo do Nintendo 64 e um marco dos jogos de plataforma 3D.
Ele também foi responsável por títulos como Viva Piñata, Kinect Sports e, mais recentemente, o popular Sea of Thieves, que trouxe a Rare de volta aos holofotes com seu espírito de aventura e liberdade.
Um estúdio que mudou - e um ciclo que se fecha
Com a compra da Rare pela Microsoft em 2002, muita coisa mudou. O estúdio que um dia competia com a própria Nintendo acabou perdendo parte da sua essência criativa, e nomes históricos foram saindo aos poucos.
A gota d’água parece ter sido o cancelamento de Everwild, projeto ambicioso que estava sendo dirigido por Mayles. O jogo foi encerrado junto de outros projetos internos, como Project Blackbird e Perfect Dark, e parece ter sido o último trabalho do designer dentro da empresa.
O legado de Gregg Mayles
Gregg deixa para trás um legado gigantesco - um daqueles que moldam gerações. De Donkey Kong Country à Isle o’ Hags, seu trabalho inspirou incontáveis jogadores e desenvolvedores ao redor do mundo.
Mesmo com o futuro incerto da Rare, uma coisa é certa: os fãs ainda sonham com um novo Banjo-Kazooie, e a saída de Mayles reacende tanto a saudade quanto a esperança.
Seja qual for seu próximo passo, o mundo gamer deve muito a Gregg Mayles - um criador que fez a gente acreditar que uma dupla de urso e pássaro poderia, sim, mudar o mundo dos games. 🐻🐤✨
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