Quem já entrou no Raider Den de ARC Raiders sabe de uma coisa: Scrappy está lá. Sempre. Aquele galo curioso, meio estabanado, andando pra lá e pra cá e juntando sucata enquanto você luta contra o ARC ou encara outros Raiders no topo. Ele virou mascote, virou meme… mas ninguém sabia ao certo por que ele existia.
Agora a Embark Studios decidiu abrir o jogo - e a origem de Scrappy é tão inesperada quanto perfeita.
Tudo começou com um galo da vida real
Em um post oficial no site de ARC Raiders, Johan, artista 3D do estúdio, revelou que Scrappy nasceu por acidente… literalmente durante uma call de trabalho.
Segundo ele, quando ainda morava com os pais, a família criava galinhas. Um belo dia, no meio de uma reunião no Zoom, as aves simplesmente invadiram a casa e começaram a passear atrás dele - roubando completamente a cena.
Entre elas estava Håkan, o galo que viraria Scrappy.
Håkan não era “comum”: era carinhoso, adorava um chamego, era cego de um olho e tinha o hábito de pisar na própria comida e tropeçar. Um personagem completo. Johan gostava tanto dele que decidiu fazer um photoscan do bicho e colocar como easter egg nas primeiras builds do jogo. De vez em quando, você podia ver um Håkan meio tosco correndo pela cantina.
De piada interna a peça essencial
O momento decisivo veio quando a equipe precisava de um “produtor de recursos”, algo que entregasse materiais depois de cada raid. Eles cogitaram robôs, gatos… até gatos-robôs (!). Mas o time não tinha tempo para criar nada disso.
Até que alguém levantou a mão e soltou a frase que mudou tudo:
“Gente… a gente não tem um galo?”
E pronto. O estalo virou destino.
O easter egg virou protótipo.
O protótipo virou o “modelo temporário”.
E o temporário, como todo jogador sabe, virou Scrappy, membro oficial e querido do universo de ARC Raiders - e completamente irreplicável.
O toque de humanidade na devastação
ARC Raiders é um mundo duro, seco, quase sem traços de vida animal e com pouca margem para humor. É justamente por isso que Scrappy funciona tão bem: ele quebra o clima, dá uma respirada, entrega um pedacinho de leveza num lugar onde quase nada é leve.
E, segundo Johan, da próxima vez que você encontrar o galo no Den, manda um “oi” por ele.
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