Depois de uma década acompanhando a Saga da Luz e Trevas, Destiny 2 finalmente fechou esse arco com The Final Shape. Foi um gran finale, daquele tipo que deixa o jogador satisfeito… e pronto para dar uma pausa. E foi exatamente isso que aconteceu: a base de jogadores despencou logo após o encerramento da história.
A ideia da Bungie era simples: começar uma nova era com a Fate Saga, trazendo histórias ininterruptas e um ciclo novo para o jogo. Mas, segundo o diretor Tyson Green, o primeiro capítulo dessa fase - The Edge of Fate, lançado em julho de 2025 - não entregou o que os jogadores esperavam. E pior: veio num momento extremamente sensível.
“Não deu certo”
Em entrevista ao IGN, Green foi bem direto:
“Soa ótimo no papel, mas não funcionou.”
Segundo ele, o estúdio tentou apostar em sistemas de progressão mais robustos, com grind, tiers novos de equipamentos, sets, desafios e todo aquele kit tradicional de “jogos como serviço”. A teoria era agradar o público mais hardcore… só que a prática mostrou outra realidade.
O problema? O foco virou fazer número subir, ao invés de entregar recompensas que parecessem realmente valiosas. Green disse que, quando The Final Shape encerrou a saga principal de forma tão satisfatória, muita gente simplesmente decidiu encerrar a jornada.
“A população caiu porque completamos a saga. Você colhe o que planta, né?”
O diretor reconheceu que a transição não foi bem administrada. A equipe queria manter o ritmo, mas acabou mirando no caminho errado.
Jogadores querem “recompensas de verdade”, não só grind
A reflexão interna foi dura, segundo Green:
“Ou você escuta os jogadores, ou vira um jogo vivo morto. E não queremos isso para Destiny.”
A comunidade deixou claro que não deseja perseguir apenas um número que sobe - querem recompensas reais, itens com impacto, motivos para voltar.
Essa reação fez a Bungie ajustar a rota rápido, algo que o novo modelo de lançamentos (duas expansões por ano, em vez de uma grande por ano) ajuda bastante.
Renegades chega em Dezembro - com vibe de Star Wars
A segunda expansão dessa nova fase, Renegades, chega agora em 2 de dezembro, e já nasceu com outra filosofia. O time decidiu abraçar um tema mais claro, direto e cheio de personalidade: um “space western” de vingança, totalmente inspirado em Star Wars.
Green diz que essa abordagem mais focada deu muito mais vida ao conceito e às influências que a Bungie queria colocar no jogo.
O conteúdo novo inclui:
-
Uma nova história inspirada em faroeste espacial;
-
Um tom mais cinematográfico e estilizado;
-
Uma nova classe de armas de calor, claramente baseada nos blasters da saga Star Wars.
Agora é esperar para ver se Renegades vai ser o ajuste de curso que Destiny 2 precisava - e se os jogadores vão sentir que, desta vez, as recompensas valem a jornada.
Postar um comentário