Comparações entre Digimon e Pokémon existem desde os anos 90, e honestamente… parece que nunca vão acabar. Mas para Ryosuke Hara, produtor de Digimon Story: Time Stranger, isso não é um problema - desde que os jogadores percebam que, apesar das similaridades, as duas franquias têm almas completamente diferentes.
Em entrevista ao MCV/Develop, Hara comentou que entende as comparações. Afinal, colecionar criaturas é um ponto em comum e muita gente consome as duas marcas com o mesmo carinho. Mas, segundo ele, Time Stranger foi feito justamente para mostrar onde Digimon brilha.
“Digimon e Pokémon são fundamentalmente diferentes”
Hara reconhece que a parte de “colecionar monstrinhos” aproxima os dois universos, mas reforça que cada um tem um tipo de apelo:
“Digimon e Pokémon são fundamentalmente diferentes em seus conceitos e em seu charme. Cada um tem seus pontos fortes. Esperamos que essas diferenças fiquem claras conforme os jogadores experimentarem este título.”
A intenção, segundo ele, é que Time Stranger seja uma porta de entrada - não só para fãs veteranos, mas para quem está chegando agora e talvez só conheça Pokémon. E é aí que entra a solução criativa usada no jogo.
Um protagonista que não sabe o que são Digimon
Para Hara, focar apenas em criaturas poderosas como os Olympos XII agradaria só os fãs mais antigos. Então a equipe decidiu ir para outro caminho: criar um protagonista que não faz ideia do que é um Digimon.
“Introduzimos vários mistérios no começo para despertar curiosidade e incentivar todos os jogadores a avançar na história.”
Ao invés de jogar o público direto no Digital World - como muitos esperariam - o jogo começa no mundo real, permitindo que tudo seja apresentado aos poucos. Só depois de criar essa base é que o jogador finalmente cruza a fronteira digital… e o impacto é bem maior.
Recepção forte e clima de novo começo
Lançado em outubro, Digimon Story: Time Stranger vem sendo bem recebido pela crítica, com 80 / 79 no Metacritic, dependendo da plataforma. E pelo discurso de Hara, o objetivo é claro: usar Time Stranger como uma nova vitrine da identidade real de Digimon - algo que vai muito além de comparações.
Postar um comentário