Tem jogos que nascem pra mudar a indústria… e tem Frangoelho e o Tesouro do Barba Espinha, que nasceu pra te fazer sorrir feito bobo no sofá. O novo título da N-Zone é uma daquelas aventuras que parecem saídas direto de uma sessão da tarde perdida entre 1998 e 2004 - e isso é um baita elogio. É aquele jogo que talvez você deixasse passar batido, mas você ia se arrepender, xará.
Você controla Chickenhare (ou Frangoelho, pros íntimos), uma mistura improvável de galinha e coelho que parte numa jornada cheia de piratas, tesouros, armadilhas e piadas que fariam até o Crash Bandicoot dar um sorrisinho de canto. A missão? Recuperar o lendário tesouro do terrível Barba Espinha antes que o vilão - um papagaio narcisista com complexo de Jack Sparrow - bote as patas (ou penas) nele. Mas Frangoelho não está sozinho.
Frangoelho plana pelos ares usando suas orelhas para superar obstáculos e alcançar novas alturas. Também temos Abe, a Tartaruga, às vezes um pouco cauteloso demais, mas sempre pode contar com sua carapaça para destruir estruturas frágeis e abrir caminho. E para completar a turma, Meg, A Gambá, mestre em artes marciais - ela chuta, pula e até consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo para alcançar lugares mais altos. E ainda guarda um golpe secreto quando está cercada por inimigos.
Logo de cara, o jogo te fisga com gráficos coloridos, bem no estilo cartoon 3D do GameCube - e olha, isso aqui é elogio puro. É aquele visual que não tenta ser realista, mas esbanja charme e carisma. O mundo é todo cheio de pequenas piadinhas visuais, inimigos atrapalhados e referências a filmes de aventura dos anos 80.
A jogabilidade mistura plataforma clássica com puzzles e momentos de ação dignos de um bom desenho animado. Pular, correr e dar bicadas (ou coelhadas?) é sempre divertido, mesmo que a câmera às vezes pareça mais perdida que o Tails tentando estacionar o Tornado.
E não dá pra deixar de falar da trilha sonora: alegre, cheia de flautinhas e tambores piratas que parecem ter saído direto de um CD de “músicas temáticas para parques infantis”. Mas, curiosamente, funciona demais. Cada fase tem aquele ritmo de “só mais uma antes de dormir” - e quando você percebe, já são três da manhã e você ainda tá tentando coletar todas as moedas douradas com o sorriso no rosto.
É verdade que o jogo tem seus tropeços - algumas mecânicas repetem um pouco, e certos diálogos parecem escritos por um papagaio depois de tomar café demais. Mas nada que apague o brilho dessa aventura leve, divertida e absurdamente charmosa.
Conclusão:
Frangoelho e o Tesouro do Barba Espinha é aquele tipo de jogo que não quer reinventar a roda - só quer te lembrar porque você se apaixonou por games lá atrás. É puro carisma pixelado, cheio de piadas bobas, ação colorida e uma vibe de desenho que faz falta nos tempos de hoje. Pode não ser o jogo mais polido do mundo, mas é um tesouro escondido que vale a pena caçar.
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