Sucker Punch demite artista após piada sobre assassinato de Charlie Kirk - e ex-funcionária diz que nunca teve chance de se explicar !!

A semana ficou ainda mais turbulenta na indústria quando a ex-artista da Sucker Punch, Drew Harrison, falou pela primeira vez sobre sua demissão - e revelou que a Sony nunca pediu para ela apagar a postagem ou fazer qualquer tipo de desculpa pública antes de decidir mandá-la embora.

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Harrison, que trabalhou por 10 anos na equipe first-party da PlayStation, conversou com o site Aftermath e detalhou tanto o clima interno no estúdio quanto a campanha de assédio online que explodiu depois que ela fez uma piada envolvendo o assassinato do comentarista político Charlie Kirk, ocorrido no início do ano.

A piada em questão foi publicada no Bluesky:

“Espero que o nome do atirador seja Mario, para o Luigi saber que o irmão está do lado dele.”

A brincadeira - de gosto duvidoso, como a própria Harrison admite - acabou virando munição para figuras como Mark “Grummz” Kern e outros influenciadores reacionários, que iniciaram uma campanha para boicotar Ghost of Yotei e exigir a demissão da artista.

Pressão, caos no estúdio e assédio organizado

Segundo o Aftermath, a situação escalou tão rápido que a Sucker Punch começou a receber centenas de ligações anônimas, levando até a instruções internas para que funcionários desligassem seus telefones de mesa.

No dia seguinte à postagem, Harrison tentou minimizar a situação:

“Fiz as piores pessoas da internet ficarem com raiva de mim.”
“Como pedido de desculpas, tem muffins de banana na cozinha.”

Mas a leveza não durou.

Horas depois, um membro da liderança publicou uma mensagem no chat interno avisando que:

  • o estúdio e a Sony estavam lidando com uma “situação em desenvolvimento” por causa da postagem;

  • um trailer poderia ser adiado;

  • e todos deveriam ser cuidadosos com sua imagem online.

Demissão sem aviso - e sem direito a retratação

Ainda no mesmo dia, Harrison recebeu um convite inesperado para uma call com o RH da Sony.
Não era o estúdio.
Não era um manager direto.

E ali ouviu que seria demitida imediatamente, sob a justificativa de “incitar violência”.

Segundo ela, nada disso foi conversado previamente:

“Ninguém pediu para eu apagar. Ninguém pediu desculpas. E, pra constar, eu teria pedido. Eu teria trabalhado com o PR para escrever um pedido de desculpas.”

Harrison também disse que nenhum líder da Sucker Punch, incluindo o cofundador Brian Fleming, falou com ela antes da demissão.
E que ninguém investigou o assédio massivo que ela e colegas estavam recebendo.

A Sony nunca comentou diretamente o motivo da demissão.

Posteriormente, Fleming chegou a dizer ao Game File:

“Acho que estamos alinhados como estúdio que celebrar ou fazer piada com alguém sendo assassinado é um deal-breaker para nós.”

Ghost of Yotei segue vendendo - e liderando discussões

Enquanto isso, Ghost of Yotei segue vendendo milhões de cópias, mesmo com campanhas de boicote e ataques coordenados contra Harrison e contra a atriz Erika Ishii, cuja performance chegou a ser indicada ao TGA.

A polêmica escancara - mais uma vez - a tensão entre política, cultura gamer e decisões corporativas, especialmente quando a internet transforma qualquer faísca em incêndio.

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