Depois de vencer o Game of the Year 2025 e ainda quebrar recordes no The Game Awards, seria fácil imaginar a Sandfall Interactive inflando o estúdio, dobrando equipes e partindo para algo gigantesco. Mas… não é bem por aí. Em entrevista recente à Edge Magazine (via GamesRadar+), o diretor Guillaume Broche deixou claro que o time não está tentado a escalar a produção no próximo projeto. Pelo contrário.

Segundo Broche, “é bom ter limitações quando você está criando”. Para ele, essas restrições são justamente o que ajuda um estúdio a tirar o melhor de si, sem perder identidade ou foco. Mesmo admitindo que agora o estúdio tem mais dinheiro e poderia crescer, o diretor foi direto: isso não os atrai. A razão é simples e bem honesta. Crescer demais significa virar gestor antes de ser criador.
“Nós amamos fazer jogos mais do que amamos gerenciar pessoas.”
Broche explica que tanto ele quanto a equipe de liderança gostam de estar com a mão na massa, participando ativamente do desenvolvimento. Para eles, os últimos cinco anos trabalhando em Clair Obscur: Expedition 33 foram alguns dos melhores da vida profissional - e a ideia é continuar assim. Nada de virar uma mega estrutura burocrática. A prioridade segue sendo criar jogos, não administrar organogramas.
Essa postura diz muito sobre o espírito por trás de Expedition 33. Um jogo que nasceu autoral, ousado e criativo, feito por um time que claramente prefere qualidade, envolvimento e felicidade no processo, em vez de crescimento desenfreado.
E você, o que acha dessa decisão? Estúdios menores e focados ainda são o melhor caminho para grandes jogos?
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