A Nippon Ichi Software finalmente revelou o que estava por trás do projeto “Curse”: Curse Warrior, um dungeon crawler RPG clássico de exploração tensa, escolhas difíceis e… maldições para todos os lados. O jogo, desenvolvido pelo estúdio guruguru e supervisionado por Yoshihiko Toda, chega ao Japão em 26 de março de 2026 para PS5, PS4 e Nintendo Switch.
E já adianto: este aqui tem aquela essência de RPG com clima úmido de pedra antiga, lanternas gastas e decisões que deixam a mão tremendo no controle.
Vamos ao que interessa.
A história se passa na cidade costeira de Echoes, uma região bonita, cheia de vida, mas sempre tensa por causa das criaturas que brotam do enorme labirinto subterrâneo Eclipse. Um ano após uma grande missão realizada por outro aventureiro, você assume o chamado atual da cidade: entrar no Eclipse, encarar os monstros e lidar com o que realmente está corrompendo o local.
É aquele tipo de premissa que parece simples, mas a cada camada do labirinto, mais você percebe que tem algo ali respirando junto com as paredes.
Aqui vai o coração do jogo: tudo gira em torno das maldições. Você não evita elas. Você convive com elas. Gerencia elas. E às vezes até usa elas ao seu favor.
O ciclo da aventura
Você parte da cidade de Echoes, monta o grupo, pega uma missão e avança pelas masmorras. Subiu demais o risco? Sente que já está com mais maldições do que deveria? Pode voltar para a cidade. Mas se morrer lá dentro, perde tudo o que ganhou naquela expedição.
As masmorras crescem conforme você avança na história, e cada missão tem objetivos diferentes. Nada de repetição preguiçosa.
O combate segue o formato command-based clássico, com ataques, defesas e habilidades únicas de cada classe. A interface mostra o dano estimado antes da ação, algo perfeito para planejar cada golpe nos mínimos detalhes.
São oito classes de aventureiros, cada uma com duas skills únicas aleatórias. Mesmo dois personagens da mesma classe não são idênticos, o que incentiva montar e ajustar equipes constantemente.
Cada maldição tem um efeito positivo e outro negativo. Pode te dar cura automática, mas reduzir seu HP máximo. Pode aumentar defesa e te fazer ignorar comandos. Pode fortalecer o grupo ou arruinar seu plano de batalha. E aí entra o tempero especial:
Curse Fusion
Duas ou três maldições podem se fundir para criar algo mais poderoso e imprevisível. Você pode carregar até seis maldições ao mesmo tempo, totalizando até 12 efeitos simultâneos. Imagine gerenciar isso no meio da luta.
Curse Gauge
Levar dano enche essa barra.
100 por cento: nova maldição.
300 por cento: morte por maldição.
A cada passo, você avalia se continua avançando ou corre de volta para Echoes antes de virar pó mágico.
Echoes não é só um ponto de descanso. Lá existe o Curse Removal Facility, onde você remove efeitos específicos de maldições. Os efeitos positivos rendem mais Purification Points, que servem para evoluir estruturas e liberar novos serviços. Isso cria um ciclo delicioso entre risco, ganho e progresso real na cidade.
E claro: enquanto alguém está se purificando, fica impossibilitado de entrar na dungeon. Ou seja, é bom manter um banco de aventureiros preparado.
Com oito classes diferentes, cada aventureiro tem visual próprio, habilidades específicas e resistências variadas contra certos tipos de maldições. Eles aparecem diariamente na taverna, então parte da diversão (e do azar) é descobrir quem está disponível naquele dia.
Curse Warrior chega ao Japão em 26 de março de 2026 e, para quem curte dungeon crawlers difíceis, com estratégia pesada e sistemas que respiram perigo a cada esquina, este aqui promete ser uma viagem sombria daquelas que grudam na memória.
Postar um comentário