“Retrobrighting” Pode Estar Danificando Seus Consoles Amarelados, Diz Novo Estudo de Entusiasta !!

Se você coleciona videogames antigos - especialmente aqueles clássicos de carcaça branca, como Dreamcast, Super Nintendo, NES e afins - já deve ter passado por isso: um belo dia você olha para o console na estante e percebe que ele está… amarelo. E não é culpa da sujeira.

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Esse amarelado vem da oxidação dos agentes retardadores de chama presentes no plástico. É natural, acontece com o tempo - e por anos a comunidade jurou de pé junto que o “retrobrighting” era a salvação: um processo que usa peróxido de hidrogênio (e geralmente exposição ao sol ou luz UV) para “clarear” a carcaça e devolver aquele visual de caixa nova dos anos 90.

Só que pode ser que não seja bem assim.

Retrobrighting pode piorar o problema, alerta Tech Tangents

O YouTuber Shelby Jueden, conhecido como Tech Tangents, publicou um vídeo bem chocante para quem costuma fazer esse tipo de restauração caseira. Há quase dez anos, em 2015, ele "retrobrightou" parcialmente um Dreamcast e deixou as peças guardadas numa prateleira.

 

Agora, depois de uma década, ele voltou ao console para avaliar o resultado - e o que encontrou foi basicamente um pequeno pesadelo para qualquer colecionador:

  • A parte "retrobrightada" amarelou ainda mais do que a parte original, que ficou guardada intacta.

  • A superfície tratada apresentou manchas, listras e danos estruturais.

  • O processo parece ter enfraquecido o plástico, segundo a análise dele.

Essa descoberta vai contra a ideia de que o retrobrighting “rejuvenesce” o plástico. Na verdade, o tratamento pode acelerar o processo de degradação, já que o peróxido reage de forma agressiva com o material - e o efeito visual agradável pode ser apenas temporário.

“Nunca mais faço isso”, diz o criador - e muitos colecionadores concordam

No vídeo, Shelby é categórico: depois de ver o estado do Dreamcast, ele não pretende usar retrobright em nenhum dos seus equipamentos novamente. E, honestamente? Com o tanto de equipamentos raros e frágeis que vemos hoje, dá até um frio na barriga imaginar um console clássico sofrendo danos irreversíveis por causa de um processo que deveria “salvar” a estética dele.

A discussão voltou com força na comunidade retro, e muita gente está reavaliando se vale mesmo a pena arriscar. No momento, a tendência entre especialistas em restauração tem sido:

  • Evitar retrobright sempre que possível

  • Optar por métodos passivos, como proteger do sol, usar cases e controlar umidade

  • Aceitar o envelhecimento natural do plástico - que, convenhamos, também faz parte da história do console

Afinal, melhor um Super Nintendo amarelo mas intacto, do que um “branquinho” cheio de rachaduras internas, não é?

Fonte 

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