Depois de quase uma década no ar, Stranger Things finalmente chegou ao fim. No Dia de Ano-Novo, a Netflix exibiu o episódio final com duas horas de duração, encerrando praticamente todos os arcos construídos ao longo de dez anos e deixando muita gente emocionalmente quebrada no processo.
Gostando ou não do desfecho, uma coisa ficou clara: a batalha final contra Vecna e o Mind Flayer foi pensada como um grande momento de união. E agora sabemos exatamente de onde veio essa ideia.
“É assim que você derrota monstros impossíveis”
Em uma entrevista recente à Variety, os irmãos Ross e Matt Duffer, criadores de Stranger Things, falaram abertamente sobre os bastidores do encerramento da série. Em determinado momento, a conversa chegou justamente ao confronto final em Hawkins. Matt Duffer revelou que a inspiração veio direto de um jogo que dominou 2023 e continuou fazendo barulho depois: Baldur’s Gate 3. Segundo ele, a ideia central era clara desde o início: ninguém venceria sozinho.
Enquanto jogava Baldur’s Gate 3, Matt percebeu que derrotar inimigos absurdamente poderosos só é possível quando todo o grupo trabalha em conjunto, cada personagem usando suas habilidades específicas, no momento certo. E foi exatamente isso que eles quiseram traduzir para a série.
A lógica era simples e poderosa: todos os personagens chegam à batalha final já resolvidos consigo mesmos. Medos enfrentados, traumas digeridos, conflitos internos superados. Quando o confronto começa, o grupo não é apenas um bando de adolescentes. É uma party completa, pronta para o impossível. Essa leitura de RPG moldou diretamente o ritmo e a estrutura da luta final contra Vecna e o Mind Flayer.
Stranger Things, Baldur’s Gate e Dungeons & Dragons: tudo conectado
Essa ligação faz ainda mais sentido quando lembramos que Stranger Things e Baldur’s Gate 3 bebem da mesma fonte: Dungeons & Dragons. A diferença é a abordagem. Baldur’s Gate 3 segue o universo de D&D de forma mais fiel às regras e ao lore. Já Stranger Things usa o jogo como lente narrativa. Os monstros não se chamam Mind Flayer e Vecna “de verdade”. Esses nomes surgem porque são a melhor forma que o grupo encontra para entender o que está enfrentando, traduzindo o horror para algo que eles conhecem.
No fim das contas, o espírito é o mesmo: monstros gigantes, ameaças impossíveis e um grupo improvável que só vence porque confia uns nos outros.
Um final com alma de campanha épica
Saber que Baldur’s Gate 3 influenciou diretamente o encerramento de Stranger Things dá uma nova camada de leitura para o episódio final. Ele não é só uma batalha climática de série de TV. É praticamente o último turno de uma campanha longa, cheia de escolhas, perdas e evolução dos personagens.
E você, xará… ficou surpreso ao descobrir que Baldur’s Gate 3 ajudou a moldar o final de Stranger Things?
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