Hoje a gente olha para o PlayStation 2 com aquele carinho automático de quem viveu a era dourada dos videogames. Mas, lá no começo dos anos 2000, o console da Sony não era visto só como diversão. Ele era, literalmente, poderoso demais para alguns governos. Quem revelou essa história curiosa foi Kazuhiko Aoki, diretor de Final Fantasy 9, em uma entrevista recente à Famitsu.
Um console forte… até demais
Segundo Aoki, durante o desenvolvimento de Final Fantasy 9, surgiu a possibilidade de testar o jogo rodando no PlayStation 2, mesmo ele tendo sido lançado originalmente no PS1. O problema apareceu quando a equipe tentou receber unidades de teste do console. O motivo? O CPU do PlayStation 2 era considerado “overpowered”, a ponto de levantar suspeitas de uso militar.
Na entrevista, Aoki explica que havia um temor real de que o processador do PS2 pudesse ser usado para fins bélicos, o que levou a restrições de exportação do hardware em determinados países. Na prática, isso significou atrasos, burocracia pesada e uma situação bem complicada para a equipe de desenvolvimento.
Segundo ele, levou “um bom tempo” até que a situação fosse resolvida e o equipamento finalmente chegasse às mãos do time.
O famoso Emotion Engine
Na época, o Emotion Engine, CPU criada em parceria entre Sony e Toshiba, era algo fora da curva. O chip tinha uma capacidade de processamento que, no fim dos anos 90, colocava o PS2 perigosamente próximo de supercomputadores acessíveis.
Não é exagero. Durante aquele período, alguns países realmente classificavam consoles como potenciais ferramentas militares, especialmente quando usados em clusters, algo que chegou a ser testado por universidades e centros de pesquisa.
Um lembrete do impacto histórico do PS2
Histórias como essa só reforçam o tamanho do PlayStation 2 na história dos games. Não foi apenas o console mais vendido de todos os tempos. Foi uma máquina que empurrou limites técnicos, culturais e, aparentemente, até geopolíticos.
Enquanto o remake de Final Fantasy 9 segue cercado de silêncio e rumores de que pode estar “no gelo”, esse tipo de bastidor serve como um lembrete poderoso de como aquela geração foi especial. E você, já tinha ouvido essa história do PS2 quase virar caso militar? Conta pra gente nos comentários.
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