O Emergence Day foi o momento em que o mundo acabou. De uma hora para outra, o planeta Sera foi tomado por uma ameaça subterrânea desconhecida. A Horda Locust emergiu do chão e, em poucas horas, cidades inteiras viraram ruínas, deixando sobreviventes agarrados ao que restava da própria humanidade.

É exatamente esse ponto zero do caos que Gears of War: E-Day vai explorar. O aguardado prequel promete contar o evento mais importante da história da franquia, algo que nenhum estúdio ousou mostrar em detalhes até agora.
“Não conseguimos pensar em uma forma maior de celebrar os 20 anos de Gears”, explica Matt Searcy, diretor criativo da The Coalition, em entrevista exclusiva ao GamesRadar+. “Este é o jogo mais ambicioso que já fizemos, totalmente construído do zero na Unreal Engine 5. É um retorno às raízes, com Marcus e Dom enfrentando os Locust pela primeira vez, mas queremos que ele pareça Gears e jogue como algo novo.”
Um capítulo que sempre foi evitado
A linha do tempo de Gears of War sempre foi flexível. A trilogia original mostrou os últimos anos da guerra contra os Locust. Gears 4 e 5 avançaram 25 anos no futuro. Judgment explorou as semanas logo após o E-Day, e Tactics avançou um pouco mais nesse período inicial. Mas o próprio Emergence Day, o dia da ruptura, do pânico e da queda imediata das cidades… esse sempre ficou fora de cena. Até agora.
“Era a história que a gente mais queria contar”, diz Searcy. “Existem pontos sólidos no lore para trabalharmos, mas também muito espaço para trazer ideias novas. Voltar ao tom e à atmosfera dos jogos clássicos e imaginar o que acontece com uma cidade quando monstros começam a sair do chão foi o ponto de partida perfeito.”
Uma cidade, uma tragédia, vários dias de horror
Diferente da estrutura mais aberta de Gears 5, E-Day será uma experiência mais focada e íntima. Toda a campanha se passa em Kalona, uma cidade lendária dentro do universo da série, conhecida por ter sido uma das primeiras a cair diante da invasão Locust.
“A história acontece ao longo de dias consecutivos”, explica Searcy. “Queremos que o jogador crie intimidade com a cidade, sinta o peso da perda, da história, das pessoas que viviam ali.” Kalona não é só um cenário. Ela é personagem. Ruas centrais, marcos históricos, instalações militares, refinarias de Imulsion e até áreas florestais ao redor da cidade estarão no caminho do jogador.
“Como campo de batalha, uma cidade funciona perfeitamente para Gears”, completa. “É o playground ideal para um shooter intenso baseado em cobertura.”
Marcus, Dom e o nascimento de uma irmandade
Além do colapso de Sera, Gears of War: E-Day também vai explorar o início da relação entre Marcus Fenix e Dominic Santiago. A origem da irmandade que define toda a franquia. A The Coalition ainda faz mistério sobre os detalhes, mas promete algo especial. “Achamos que esse pode ser um dos melhores arcos narrativos de toda a série, com mais coração e emoção do que nunca”, afirma Searcy.
Ainda sem data, mas com um peso enorme
Por enquanto, Gears of War: E-Day não tem data de lançamento e não estará presente no próximo Xbox Developer Direct. Mesmo assim, o projeto já carrega um simbolismo forte, especialmente após Gears of War: Reloaded marcar a estreia da franquia no PlayStation.
“Foi incrível ver jogadores se reunindo sem barreiras pela primeira vez em quase 20 anos”, diz Searcy. “Gears sempre foi sobre união. Ver veteranos e novos jogadores lutando lado a lado nos lembra por que fazemos isso.” Com o Xbox se preparando para um dos anos mais importantes da geração, E-Day surge como um dos projetos mais ambiciosos do estúdio e uma promessa clara: revisitar o passado para redefinir o futuro da franquia.
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