A saída de Matt Firor da ZeniMax Online Studios, em julho, agora faz todo o sentido. Depois de 18 anos na empresa e de liderar The Elder Scrolls Online desde o início, Firor decidiu deixar o cargo de presidente logo após o cancelamento de Project Blackbird, o MMO que ele descreve como “o jogo que esperou a carreira inteira para criar”.
A confirmação veio agora, seis meses depois, diretamente do próprio Firor, num longo desabafo nas redes sociais.
“O motivo mais óbvio era o correto”
Segundo Firor, a decisão foi direta e dolorosa. Blackbird estava em desenvolvimento há vários anos e seria o grande próximo passo da ZeniMax Online após o sucesso contínuo de ESO. No entanto, o projeto acabou encerrado durante a onda de cortes e reestruturações que marcaram o turbulento verão de 2025, após a intervenção da Microsoft.
Nas palavras do próprio Firor:
“Respondendo à segunda pergunta mais comum sobre a minha saída da ZOS, a explicação mais óbvia é a correta. Project Blackbird era o jogo que eu esperei a minha carreira inteira para criar, e o seu cancelamento levou à minha demissão.”
Ele também deixou claro o impacto emocional da decisão, destacando a equipa afetada, composta por desenvolvedores com quem trabalhou por mais de 20 anos, chamando-os de alguns dos profissionais mais talentosos da indústria.
O que era o Project Blackbird?
Embora nunca tenha sido anunciado oficialmente, Project Blackbird já vinha sendo alvo de rumores fortes. Segundo relatos, o jogo apostaria em:
Gameplay vertical, com grappling hook, escaladas e wall-run
Personagens humanos aumentados, com biomodificações e cybernetics
Um sistema profundo de customização corporal
Temas de ficção científica, conflito humano vs. IA e uma forte pegada anti-capitalista, tudo envolto num visual cyberpunk
Havia até relatos de que Phil Spencer e outros executivos do Xbox gostaram bastante do projeto. Ainda assim, isso não foi suficiente para salvá-lo dos cortes.
E agora, qual o próximo passo?
Firor afirmou que ainda está a avaliar o futuro. No momento, atua como consultor informal em alguns projetos, ajuda startups e investe em estúdios que acredita que “vão mudar a indústria no futuro”. Apesar disso, ele deixou claro que não pretende abrir um estúdio próprio, pelo menos por enquanto.
A história deixa um gosto agridoce. De um lado, um criador experiente a encerrar um ciclo importante. Do outro, um jogo ambicioso que nunca verá a luz do dia. E você, ficou surpreso ao saber que o cancelamento de Blackbird foi o estopim para a saída de Matt Firor da ZeniMax?
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