“Reset” da Ubisoft derruba ações em 34% e leva empresa ao pior valor em 15 anos !!

O chamado “reset” da Ubisoft não passou nem perto de ser indolor. Pelo contrário. Após anunciar o fechamento de estúdios, cancelamentos de projetos e uma reestruturação profunda, a empresa viu suas ações despencarem 34% em um único dia, atingindo o menor valor desde 2011.

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Segundo dados repercutidos pela CNBC, a queda aconteceu na quinta-feira, logo após o anúncio oficial. As ações fecharam a €4,06, quando apenas sete dias antes estavam cotadas a €6,89. É um tombo pesado, que apaga mais de um terço do valor da empresa e escancara a crise de confiança do mercado.

Estúdios fechados, jogos cancelados e um mercado cada vez mais hostil

Na semana passada, a Ubisoft confirmou o fechamento de dois estúdios e o cancelamento de seis jogos, incluindo o problemático remake de Prince of Persia: The Sands of Time, que já acumulava anos de atrasos e reinícios.

Além disso, sete outros jogos foram adiados, em uma tentativa da empresa de “atingir padrões de qualidade mais elevados” e, segundo ela mesma, “maximizar o valor de longo prazo”. Embora não tenha sido confirmado oficialmente, fontes apontam que esse pacote de adiamentos pode incluir o aguardado — e ainda não anunciado - remake de Assassin’s Creed Black Flag.

A Ubisoft descreveu esse movimento como um “grande reset organizacional, operacional e de portfólio”, admitindo dificuldades em competir em um mercado AAA cada vez mais seletivo e em um cenário de shooters extremamente competitivo.

Impacto direto nas projeções financeiras

Com tudo isso na mesa, a empresa também precisou revisar suas expectativas financeiras para o ano fiscal atual. Agora, a Ubisoft projeta €1,5 bilhão em reservas líquidas, uma redução de €330 milhões em relação às previsões anteriores.

Não é só uma correção de rota. É um reconhecimento claro de que algo saiu muito errado no caminho.

A Ubisoft do futuro será dividida em “casas criativas”

Como parte dessa nova fase, a Ubisoft vai reorganizar suas franquias em cinco grandes “creative houses”, cada uma com foco específico:

  • Grandes franquias: Assassin’s Creed, Far Cry, Rainbow Six

  • Shooter competitivo e cooperativo: The Division, Ghost Recon, Splinter Cell

  • Jogos como serviço e experiências ao vivo: For Honor, The Crew, Riders Republic, Brawlhalla, Skull & Bones

  • Mundos imersivos e narrativas: Anno, Might & Magic, Rayman, Prince of Persia, Beyond Good & Evil

  • Jogos casuais e familiares

Na teoria, a estrutura parece lógica. Na prática, o mercado deixou claro que não está convencido — pelo menos não ainda.

Um reset financeiro… mas e o humano?

A queda brutal das ações acontece logo após um período já marcado por demissões, estúdios fechados e insegurança interna, levantando uma pergunta incômoda: esse reset resolve os problemas estruturais da Ubisoft ou apenas empurra as consequências para quem está mais embaixo?

O mercado respondeu rápido. Agora resta saber se os jogadores - e os próprios desenvolvedores - vão comprar essa nova versão da Ubisoft.

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