Review | Final Fantasy VII Remake Intergrade finalmente chega ao Xbox Series… e a espera valeu a pena !!

Demorou. Demorou muito. Mas finalmente aconteceu. Final Fantasy VII Remake Intergrade chegou ao Xbox Series X|S, e esse momento carrega um peso que vai muito além de uma simples estreia em nova plataforma. É aquele encontro que estávamos esperando entre um dos RPGs mais importantes da história e a comunidade do Xbox que, por anos, teve que assistir tudo do lado de fora. E aqui vai um agradecimento a Produtora pelo envio antecipado do jogo para nós, da SussuWorld.

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A sensação é quase a de ver um velho amigo atravessando a rua depois de anos sem se ver. É a chegada de um dos remakes mais ambiciosos da história a uma nova casa. E quando Cloud pisa novamente em Midgar, agora vestindo verde, a sensação é clara: não é apenas um port…é um encontro histórico. Final Fantasy VII sempre foi maior que um jogo. É muita memória, trauma, revolução e paixão. O Remake, lançado lá em 2020, não tentou substituir isso. Ele dialogou com o passado - às vezes com carinho, às vezes com ousadia, às vezes com coragem  até demais. E Intergrade é a versão definitiva dessa visão.

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Pra quem nunca jogou aí vem a pergunta inevitável: EM QUE CAVERNA VOCÊ ESTAVA VIVENDO?. Então aqui vai um resumo honesto: Final Fantasy VII Remake não é uma simples reimaginação. É uma idéia ousada, que pega a primeira parte do clássico jogo de 1997 e estica, aprofunda e reinventa Midgar como um personagem vivo. Já para quem conhece o original, o jogo brinca com expectativas o tempo todo, cutucando memórias e, às vezes, puxando o tapete debaixo de nós, fãs veteranos.

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O que a Square Enix fez com Final Fantasy VII Remake não foi apenas refazer um clássico. Foi reimaginar. O jogo se expandiu, detalhou e se humanizou ainda mais. Midgar aqui não é só o cenário onde o jogo se desenrola. É praticamente um personagem. Os becos do Setor 7, as placas de neon, o aço frio da Shinra, a desigualdade escancarada entre a cidade alta e a favela… tudo aqui confirma que Midgar tá viva e tem vida pra cacete. 

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A Unreal Engine, aqui customizada pela Square Enix, entrega iluminação refinada, texturas detalhadas e uma ambientação que faz Midgar parecer mais sufocante e viva. Jogar essa versão no Xbox Series, com melhorias visuais e desempenho sólido, é vivenciar esse mundo que finalmente chega ao console da Microsoft, trazendo ele para dentro da história desse jogaço.

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"A história segue Cloud e o grupo Avalanche na luta contra a Shinra, mas o que antes era direto e funcional agora ganha camadas. Personagens que antes passavam rápido ganharam tempo de tela, motivações e humanidade. Biggs, Wedge e Jessie, por exemplo, deixam de ser figurantes e passam a importar de verdade. Midgar tá viva pra caramba, você consegue ver e sentir a Shinra sufocando o Setor 7 lá embaixo e isso te faz ver como ela sufoca os fracos, brilha pros ricos e te faz odiar cada placa da Shinra pelo caminho."

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O sistema de batalha é o coração do remake. A Square conseguiu algo que parecia impossível: unir ação em tempo real com a alma estratégica do RPG clássico, criando um ritmo que exige atenção constante. Você ataca, esquiva, sente o impacto… mas precisa pensar, xará. Não é só apertar botão. Saber quando pausar, trocar de personagem, usar magia ou habilidade faz toda a diferença. É dinâmico, bonito de ver e extremamente viciante. Trocar personagens em tempo real, pausar para decisões táticas e gerenciar ATB cria um ritmo que agrada tanto aos veteranos quanto aos novatos. Não é ação vazia. É estratégia em movimento.

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Aqui está um dos maiores trunfos do remake: os personagens.

Cloud deixa de ser só o herói. Ele está quebrado. Confuso. Em conflito. E o remake aprofunda bem mais esse assunto e como isso o afeta. Tifa carrega o peso de um passado que dói em silêncio. Barret é raiva, mas também carrega culpa e amor, sobretudo com a sua filha Marlene . E Aerith, que no PS1 era Aeris… ela é a luz, mesmo quando tudo aponta para a escuridão. As interações, diálogos e expressões fazem com que você se conecte de verdade. É impossível sair ileso emocionalmente. Montar o time certo e entender o papel de cada um é parte essencial da experiência.

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Final Fantasy VII Remake brinca com expectativas, altera eventos, introduz conceitos novos e, em certos momentos, olha diretamente para o Jogador Old School e pergunta: “E se o destino não fosse fixo? E se algumas coisas pudessem ser mudadas sem alterar o coração da história do jogo clássico?” E isso dividiu as opiniões da galera. Como a Square sabia que aconteceria Mas uma coisa é inegável: eles foram ousados. 

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O jogo respeita os personagens, aprofunda relações e dá tempo para que Midgar respire. Jessie, Biggs e Wedge ganharam alma e histórias próprias e você se vê apegado por eles como nunca tinha acontecido antes. E por isso, eu odiei o fato de o jogo não nos deixar mudar o futuro deles...Cloud ganha camadas. Sephiroth vira uma presença constante, praticamente um fantasma perseguidor.

Uma das coisas que eu não gosto é o sistema de Summons. Do jeito que foi feito, eles praticamente não servem para muita coisa no jogo. Eu senti falta daquela liberdade do jogo clássico onde a gente tinha controle total sobre elas e invocava sempre que nós precisávamos.

No Remake, o sistema funciona com base em regras frustrantes. Primeiro, tudo depende da vontade do Jogo. Os Summons só ficam disponíveis em batalhas que o jogo considera "importantes". Sim, isso mesmo. Não é você que decide qual batalha importa mais, é o jogo. Aí se ela considera aquela batalha importante o suficiente é quando uma barra roxa especial aparece. 
 
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Não bastasse isso, eles lutam por conta própria. Você só consegue gastar suas barras de ATB para mandar que eles usem ataques específicos. E para finalizar a decepção: O Ataque Final é Automático: O golpe mais icônico e poderoso só acontece quando o tempo da invocação acaba e ela sai da luta. Se o inimigo morrer antes disso, nem a animação você vai ver. Uma das únicas coisas que me decepcionou nesse jogo. Mas o jogo é bom demais para isso estragar a experiência final.

A versão Intergrade inclui o episódio adicional focado na Yuffie, e aqui vale um destaque especial. O DLC não só introduz a personagem com muito carisma, como também traz ajustes de gameplay que deixam tudo ainda mais fluido. Yuffie é rápida, divertida de controlar e traz uma energia diferente para o combate. É conteúdo que complementa o jogo base de verdade, não um extra esquecível. Ele expande o universo, adiciona novas perspectivas e mostra que esse Remake é maior do que ele aparenta.

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Visualmente, o jogo ainda impressiona. Mesmo não sendo um lançamento recente, Final Fantasy VII Remake Intergrade continua lindíssimo no Xbox Series. Iluminação, expressões faciais, trilha sonora rearranjada com respeito absoluto ao clássico… tudo funciona junto para criar momentos que ficam na cabeça. O jogo roda perfeitamente no Xbox Series S, onde eu joguei e fiz esse review, com frame rate estável e graficamente falando, temos uma prova viva de que quando você tem uma equipe que sabe o que faz, não existe a história de "Âncora da Geração".

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No fim das contas, a chegada de Final Fantasy VII Remake Intergrade ao Xbox Series é mais do que tardia. É necessária. Abre as portas para uma nova geração de jogadores viver uma das histórias mais importantes dos videogames sob uma nova perspectiva.  É a chance da comunidade do Xbox viver uma das releituras mais ambiciosas da história dos videogames. Um jogo que honra o passado, provoca os jogadores no presente e prepara o terreno para um final de aventura que promete dividir, emocionar e marcar tanto os novos quantos os jogadores veteranos.

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Se você nunca jogou, essa é a hora. Se já jogou, é uma bela desculpa para revisitar Midgar. Cloud finalmente chegou onde também deveria estar. E para você, que esperou todos esses anos… valeu a pena. Porque alguns jogos não envelhecem. Eles se transformam. Eles se tornam clássicos eternos.

Comemore, Jogador do Xbox. Midgar finalmente é nossa.

 E como sempre segue a Review em estilo Revista dos Anos 90. Espero que gostem 

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