Troy Baker diz que não devemos “demonizar” a IA !!

A discussão sobre inteligência artificial segue esquentando dentro da indústria de games - e agora ganhou a voz de alguém bem conhecido pelos jogadores. Troy Baker, ator de The Last of Us, falou abertamente sobre o papel da IA no entretenimento e defendeu uma postura menos alarmista. Segundo ele, a tecnologia não precisa ser tratada como vilã. Pelo contrário: pode até empurrar as pessoas em direção a experiências mais autênticas.

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Troy Baker acredita que a IA reforça o valor do humano

Em entrevista ao The Game Business (via The Gamer), Baker comentou que existe um ponto fundamental na criação artística que muita gente parece estar esquecendo:

"Fazer arte exige artistas."

Para ele, é comum as pessoas ficarem impressionadas com o que a IA consegue produzir, mas isso não deveria ser o foco principal da conversa. Troy reforça que não é necessário “diminuir”, “denegrir” ou “demonizar” a tecnologia. O caminho, segundo ele, é aceitar que ela existe - sem abrir mão das escolhas humanas como artistas, performers e produtores.

Baker vai além e reconhece algo que costuma incomodar muita gente:

"Não há dúvida de que a IA pode criar conteúdo melhor do que humanos".

Mas aí vem a virada importante. Para ele, conteúdo não é a mesma coisa que arte. A IA pode gerar coisas impressionantes, mas não cria arte de verdade porque isso exige experiência humana, vivência, emoção e intenção.

IA cria conteúdo. Arte ainda é humana

Na visão de Troy Baker, a IA pode ser extremamente eficiente em gerar material, mas sempre vai faltar algo essencial: a bagagem humana. E é justamente isso que diferencia uma obra feita para preencher espaço de uma obra que realmente toca alguém.

Ele acredita, inclusive, que o avanço da IA pode causar um efeito curioso - e positivo. Segundo Baker, quanto mais conteúdo artificial existir, mais as pessoas vão buscar experiências reais:

  • querer assistir alguém cantando ao vivo

  • ir ao teatro

  • ler livros

  • viver experiências em primeira mão

Tudo isso em oposição ao que ele chama de “a papa que é destilada para nós através de uma tela preta”. Para ele, esse movimento não seria um retrocesso, mas sim uma revolução.

Um debate que só está começando

A fala de Troy Baker chega em um momento sensível para a indústria. Recentemente, vimos a Sony registrar patentes envolvendo “ghost players” controlados por IA, capazes de jogar partes de um game pelo usuário. Ao mesmo tempo, artistas, dubladores e desenvolvedores seguem preocupados com o uso indiscriminado da tecnologia.

Baker não ignora esses receios, mas propõe um olhar menos extremista: aceitar a existência da IA sem abrir mão do valor do trabalho humano. E você, xará? Você acha que a IA ameaça a arte… ou pode acabar reforçando o quanto experiências humanas ainda importam? 

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