A Ubisoft está oficialmente em modo cirurgia pesada. Após anos turbulentos com adiamentos, cancelamentos e críticas internas, o CEO Yves Guillemot apresentou um plano de três anos que promete reorganizar a gigante francesa - e economizar mais de US$ 200 milhões no processo.

A grande aposta? Um novo modelo chamado Creative Houses.
🧠 O que são as “Creative Houses”A ideia é simples no papel e ousada na prática. A Ubisoft será dividida em cinco grandes unidades criativas, cada uma responsável por franquias específicas e com autonomia quase total. Segundo Guillemot, essas unidades terão:
responsabilidade completa por seus jogos
controle de lucro e prejuízo (P&L)
liberdade criativa maior
foco em gêneros e públicos específicos
👉 Em termos práticos: cada house funcionará quase como um mini-estúdio premium dentro da Ubisoft.
O já anunciado Vantage Studios é o primeiro exemplo desse modelo.
💸 Corte de custos agressivoO plano vem acompanhado de um remédio amargo:
US$ 235 milhões em economias previstas
reestruturações seletivas
controle rígido de contratações
projetos cancelados ou ajustados
Guillemot admitiu que, no pós-pandemia, a Ubisoft ficou inchada demais e com projetos em excesso, aumentando a complexidade interna. Tradução do corporativês: a casa cresceu mais rápido do que conseguiu organizar.
🎯 Pipeline forte das grandes franquiasApesar do momento delicado, a Ubisoft quer transmitir confiança. Segundo o CEO:
vários Assassin’s Creed estão em desenvolvimento
Far Cry tem dois projetos promissores
Rainbow Six segue forte, com 2,5 milhões de jogadores diários
Rainbow Six Mobile chega mundialmente em 23 de fevereiro de 2026
A promessa é que o novo modelo acelere a produção e traga mais previsibilidade ao calendário de lançamentos.
🤖 IA “Teammates” entra no jogoOutro pilar da estratégia é a IA interna chamada Teammates. Segundo Guillemot, a tecnologia deve:
tornar mundos mais dinâmicos
adaptar experiências ao jogador em tempo real
aumentar personalização narrativa
Importante: ele reforçou que a IA deve amplificar talentos, não substituí-los. Mas… você sabe como a indústria reage a esse tipo de promessa.
🐰 Rayman pode estar voltandoUm trecho que acendeu o radar da comunidade: O CEO chamou o relançamento de Rayman 30th Anniversary de “primeiro passo no retorno da marca”.
Não houve anúncio concreto… mas o cheiro de revival está no ar. E forte. Para quem viveu a era dourada dos plataformas, isso é praticamente um convite à esperança.
🌏 Parceria com Tencent mira crescimento na ÁsiaA Ubisoft também quer crescer pesado no mercado asiático. Segundo Guillemot, a parceria com a Tencent deve:
ajudar na penetração na China
expandir especialmente Rainbow Six
ampliar distribuição global
E ele fez questão de frisar: a Tencent não interfere na gestão diária da Ubisoft.
🎬 Expansão para TV e cinema continuaMesmo com a reestruturação, o braço multimídia segue ativo:
série live-action de Assassin’s Creed na Netflix (já aprovada)
Splinter Cell: Deathwatch renovada
filme de Watch Dogs finalizado
série de Far Cry encomendada pela FX
A Ubisoft claramente quer virar mais que uma publisher… quer ser um ecossistema de IP.
⚠️ O clima interno ainda é tensoNem tudo são flores. O CEO enfrenta:
pressão de sindicatos
pedidos de renúncia
críticas por demissões
acusações de nepotismo envolvendo seu filho
Ele reconheceu a tensão e prometeu mais diálogo, mas deixou claro: a indústria está mais competitiva do que nunca.
🧩 O grande desafio da UbisoftNo fim das contas, o plano é ambicioso. Mas o mercado está com um pé atrás. A Ubisoft precisa provar três coisas:
Que consegue voltar a lançar hits consistentes
Que a reorganização não vai virar mais caos interno
Que reconquistará a confiança dos jogadores
Se o modelo de Creative Houses funcionar, pode ser o renascimento da empresa. Se não… pode ser só mais uma reestruturação corporativa que vira case de LinkedIn.
E você, meu parceiro… A Ubisoft está no caminho da redenção ou ainda patinando no gelo fino?
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