Tem jogo que parece nascer pronto… e tem jogo que claramente vai sendo moldado no meio do caminho. Crimson Desert parece ter seguido exatamente esse segundo caminho - e quem confirmou isso foi ninguém menos que o ator Alec Newman, voz do protagonista Kliff.

Durante uma entrevista, ele abriu os bastidores de um desenvolvimento que, segundo ele, foi uma verdadeira montanha-russa ao longo de cinco anos de gravação.
Um projeto que nem parecia existir no começo
Uma das partes mais curiosas do relato é como tudo começou. Newman contou que, por cerca de um ano e meio, ele acreditava que estava trabalhando apenas em uma demo. Só depois de quase dois anos veio a confirmação de que o projeto estava realmente entrando em produção “de verdade”.
Isso até acontece na indústria por conta de sigilo… mas não nesse nível. Ficar tanto tempo sem entender o escopo real do jogo é algo bem fora da curva.
“Eles continuavam mudando o foco”
O ponto mais forte da entrevista vem quando ele fala da narrativa. Segundo Newman, o projeto passava constantemente por mudanças de direção, como se a equipe ainda estivesse tentando encontrar o que o jogo realmente queria ser.
Ele mesmo evitou falar diretamente em desorganização, mas deixou claro que a sensação era de um foco sempre se movendo. Em determinado momento, inclusive, o personagem Kliff nem existia - ele se chamava “MacDuff”, o que mostra o quanto o projeto foi sendo refeito ao longo do tempo.
Tentando salvar a narrativa no meio do processo
O ator também contou que tentou, várias vezes, puxar o jogo para um lado mais forte em termos de história. Ele pressionava por mais contexto, mais emoção, mais clareza sobre o que estava acontecendo.
Mas existe um limite para isso. Como ele mesmo disse, sem um roteiro bem definido, fica difícil extrair mais profundidade do personagem. Ainda assim, ele buscou adicionar nuances sempre que tinha espaço.
Um reflexo direto no jogo final
Pra quem jogou, isso tudo acaba fazendo sentido. O mundo de Crimson Desert é gigantesco, impressionante, cheio de possibilidades… mas a narrativa não acompanha com a mesma força.
E isso não é só percepção dos jogadores. O próprio CEO da Pearl Abyss já admitiu que a história poderia ter sido melhor trabalhada.
Da ideia multiplayer ao single-player
Outro fator importante nessa bagunça criativa é a mudança de direção do projeto. Crimson Desert começou com uma proposta mais voltada ao multiplayer, e acabou se transformando em uma experiência single-player.
E quando esse tipo de virada acontece… a história quase sempre paga o preço.
Clima SussuWorld 🎮
Crimson Desert é aquele jogo que impressiona fácil… mas também deixa aquela pulga atrás da orelha. Porque dá pra ver que tem algo gigante ali - só que talvez nunca tenha sido 100% definido.
💭 Pra você, dá pra relevar uma história bagunçada quando o mundo do jogo é absurdo… ou isso quebra totalmente a imersão?
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