Review | City Hunter entrega ação retrô para fãs do anime, mas fica entre homenagem e simplicidade !!

Só quem cresceu assistindo City Hunter sabe que o charme da série nunca esteve só na ação. Era a mistura curiosa de tiroteio, humor absurdo, momentos dramáticos e aquele protagonista que conseguia ser ao mesmo tempo herói, detetive e um completo desastre social. Quando um jogo baseado nesse universo aparece, a expectativa natural é ver tudo isso traduzido para o gameplay.

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O jogo publicado pela Clouded Leopard Entertainment e desenvolvido pela Red Art Games tenta justamente isso: trazer o espírito clássico do anime para uma experiência de ação com aquela pegada retrô. Em vários momentos, ele consegue capturar esse clima. Em outros, fica a sensação de que poderia ter ido um pouco mais longe. Mas em nenhum momento isso é ruim.

A estrutura segue o caminho mais direto possível: ação lateral, inimigos surgindo pelo cenário e um combate simples focado em golpes rápidos e armas, aquela fórmula de sucesso que a gente conhece tão bem. Não existe muita complexidade aqui, e isso não é necessário e muito menos um problema. A ideia claramente é criar algo acessível, que qualquer fã possa pegar e jogar sem precisar aprender sistemas complicados. E ponto para eles, pois conseguiram.

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Controlar Ryo Saeba tem seu charme. Os ataques são rápidos, as armas aparecem com frequência e o ritmo das fases mantém a ação andando sem muita enrolação. O jogo acerta o fluxo de inimigos e mistura combate com alguns momentos de exploração leve, conseguindo capturar aquele clima de aventura episódica típica do anime. Se você não conhece, Xará. recomendo assistir. É diversão certa.

Visualmente, o jogo traz em uma estética que conversa diretamente com o material original. Os personagens mantêm o estilo clássico, e os cenários tentam reproduzir o clima urbano que sempre fez parte da identidade de City Hunter. Não é um espetáculo técnico e nem precisa ser, pois funciona bem o suficiente para quem quer sentir que está dentro daquele universo.

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Mas vamos lá, a variedade de inimigos poderia ser maior, e algumas fases acabam seguindo aquele padrão previsível de combate que diminui o impacto da experiência ao longo do tempo. Mas é como eu falei em outros reviews; a galera mais old school nem vai ligar pra isso. É aquele tipo de jogo que diverte sem precisar reinventar a roda..

Mas certas oportunidades narrativas poderiam ter sido melhor aproveitadas. City Hunter sempre teve personagens carismáticos e situações absurdas que renderiam momentos memoráveis no jogo. Aqui, a história funciona mais como pano de fundo para a ação do que como algo realmente marcante. É o que eu falei lá em cima sobre ir um pouco mais longe.

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Mesmo assim, tem muito valor na proposta. Para os fãs da série, ver esse universo transformado em jogo já tem um peso próprio. E quando o gameplay encontra o ritmo certo, a experiência entrega diversão direta, sem complicações.

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No fim das contas, City Hunter é um jogo que funciona melhor quando encarado como uma homenagem ao anime. Não tenta reinventar nada, mas também não esquece de respeitar o material que o inspirou. Para quem tem carinho pela série, vale a visita. Para quem busca algo mais profundo, talvez fique a sensação de que faltou um pouco mais de munição.

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