Tem entrevista que é só protocolo…e tem entrevista que parece um desabafo guardado por anos. Foi exatamente isso que aconteceu com Pete Hines, ex-nome forte da Bethesda Game Studios, ao explicar por que deixou a empresa após mais de duas décadas.

E o tom não foi leve.
“Eu não conseguia mais proteger o que a gente construiu”
Durante a conversa, Hines deixou claro que sua saída não foi por falta de vontade de continuar… mas por falta de controle sobre o que estava acontecendo.
Ele descreve um momento em que percebeu que já não conseguia mais exercer o papel que acreditava ter dentro da empresa - especialmente quando se tratava de proteger a equipe e manter a identidade do estúdio.
E aí vem a parte mais pesada: segundo ele, a Bethesda estava sendo “danificada, maltratada e quebrada”. Palavras fortes. E vindas de alguém que viveu aquilo por dentro.
O impacto da era Microsoft
A mudança de cenário veio após a aquisição da ZeniMax pela Microsoft em 2021. Hines não entrou em detalhes técnicos ou decisões específicas, mas deixou escapar algo que diz muito: para ele, a Bethesda deixou de ser “autêntica” e “genuína”.
E isso, pra alguém que ajudou a construir a identidade do estúdio, pesa mais do que qualquer meta ou resultado financeiro.
Saúde mental no limite
Talvez o ponto mais humano - e mais difícil - da fala dele foi sobre o impacto pessoal. Hines revelou que sua saúde mental chegou a um nível “deplorável”, especialmente com o peso de adiamentos constantes de projetos como Starfield e a pressão interna acumulada.
Ele basicamente chegou naquele ponto onde continuar não era mais uma opção viável. E isso diz muito sobre o custo invisível da indústria.
Todd Howard sabia… mas poucos mais
Um detalhe curioso é que Todd Howard, parceiro de longa data, já sabia da decisão há bastante tempo. Mas cada novo adiamento empurrava essa saída pra frente… prolongando uma situação que, claramente, já estava desgastada.
Clima SussuWorld 🎮
Essa história vai além de uma saída. É sobre mudança de identidade. É sobre quando uma empresa cresce… mas perde parte do que a fazia especial. E principalmente, é sobre o lado humano que quase nunca aparece nas manchetes.
Porque no fim, não é só sobre jogos. É sobre as pessoas que fazem esses jogos existirem.
💭 E aí, xará… tu acha que essas grandes aquisições ajudam a indústria ou acabam tirando a alma dos estúdios?
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