Review | ICARUS: Console Edition é sobrevivência sem dó… em um planeta que não quer você ali !!

Esquece aquele survival “de boa”, com paisagem bonita e perigo controlado. ICARUS: Console Edition entra na sala, bate a porta e fala: “sobrevive aí… se conseguir”. Aqui não tem abraço. Tem tempestade elétrica caindo na sua cabeça, incêndio engolindo sua base e um planeta inteiro olhando pra você como se dissesse: “erro seu ter vindo”.

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E o pior? Às vezes nem foi erro mesmo. É só ICARUS sendo ICARUS.

A proposta parece tranquila no papel: desce da órbita, coleta recurso, monta abrigo, evolui e tenta sair vivo com loot valioso. Na prática… é pressão constante. Tipo aquele jogo que não te deixa respirar direito. E isso, curiosamente, é onde ele brilha. O mundo aqui não é cenário. Ele é praticamente um inimigo invisível. Tempestade derruba construção, fogo se espalha sem pedir licença, predador aparece no timing mais cruel possível… e você precisa reagir o tempo todo.

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É sobrevivência com personalidade. E personalidade brava.

A versão de console já chega turbinada com a expansão New Frontiers, e isso dá uma bela encorpada no pacote. Não é só um mapinha repetido não. São regiões enormes, com biomas bem diferentes entre si. Tem floresta fechada, montanha traiçoeira, pântano estranho, área vulcânica que parece saída de outro planeta… e cada lugar muda completamente sua forma de jogar. Agora, destaque total pra Prometheus.

Ali o jogo solta a coleira.

É aquele tipo de mapa que dá a sensação de “Xará… isso aqui não era pra existir”. Criaturas mais agressivas, recursos novos e um clima ainda mais imprevisível. É ICARUS no modo sem freio. No gameplay, o pacote é aquele combo clássico que a gente gosta: crafting, construção e progressão. Você começa praticamente no modo “sobrevivi por milagre” e vai evoluindo até montar estruturas mais complexas e eficientes.

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A árvore de talentos entra pra dar aquele tempero estratégico. Quer ser caçador? Dá. Construtor? Também. Sobrevivente raiz? Melhor ainda. E isso muda bastante a sua jornada.

Outro ponto que segura bem o jogo é a variedade de modos.

Tem o mundo aberto pra quem curte explorar no próprio ritmo, construir base com calma e viver naquele ciclo mais tranquilo. Tem as missões com tempo limitado, que trazem aquela pressão deliciosa de “ou faz agora, ou perdeu”. E ainda rolam postos avançados pra testar ideias sem tanto risco. Cada modo é quase um jogo dentro do jogo.

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Agora… segura essa: no coop, ICARUS vira outra parada. Jogar com até quatro pessoas transforma o caos em estratégia pura. Um coleta, outro constrói, outro protege… e quando dá ruim (porque vai dar), todo mundo entra no modo desespero coordenado. E é aí que surgem aquelas histórias que você leva pra vida.

Mas bora falar na moral, estilo Revista dos anos 90 sem filtro:

ICARUS não pega leve. Ele é punitivo, sim. Às vezes até mais do que precisava. Perder o seu progresso por causa de uma tempestade ou um erro pequeno pode doer - principalmente no começo, quando você ainda tá tentando entender as regras do jogo. E tem outra: o ritmo é lento.

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Aqui não é apertar botão e resolver. Tudo leva tempo. Coletar, craftar, evoluir… é um processo. E em alguns momentos, você pode sentir que tá mais trabalhando do que jogando. Só que… quando dá certo...Aí, meu amigo. Sobreviver a uma tempestade cabulosa, voltar vivo de uma missão no limite, conseguir aquele recurso raro depois de sofrer pra caramba… são momentos que pesam.

Porque não foi fácil. Foi conquistado.

No fim das contas, ICARUS: Console Edition é sobrevivência na veia. Sem filtro, sem conforto, sem atalhos. Não é pra todo mundo. Mas pra quem curte desafio de verdade, planejamento e aquela sensação de “eu venci isso aqui na raça”…

Esse planeta pode até não te querer. Mas é exatamente isso que vai fazer você voltar pra ele. 

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