Review | Atomic Owl - O roguelike maluco onde um pássaro sai na espada contra corvos do inferno !!

Tem jogo que chama atenção pelo gráfico. Tem jogo que chama atenção pelo nome. E tem jogo que simplesmente aparece na sua frente com um pássaro guerreiro empunhando uma espada demoníaca bem tagarela e você pensa: “ok… eu PRECISO jogar isso aqui.” 
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Atomic Owl é exatamente esse tipo de doidera maravilhosa.Como ignorar um jogo com corujas guerreiras, corvos do vazio, pixel art estilosa e pancadaria frenética digna de desenho animado surtado dos anos 90? O jogo entende perfeitamente a própria insanidade.

Você controla Hidalgo Bladewing, um herói aviário que precisa resgatar os companheiros depois de um ataque brutal do vilão Omega Wing - um corvo maligno cósmico que parece saído de um pesadelo feito de heavy metal e cereal matinal. A história mistura humor, aventura e exagero numa vibe bem leve, sem tentar ser profunda.
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Atomic Owl claramente quer que você se divirta muito primeiro.

O gameplay mistura plataforma lateral acelerada com combate hack-and-slash e aquela estrutura roguelike que ativa o “só mais uma run” no cérebro. Você nem percebe e já perdeu horas ali.O combate funciona surpreendentemente bem. As armas mudam bastante o ritmo: espada rápida, martelo pesado, chicote, arma bizarra que parece saída de desenho proibido… Quanto mais upgrade aparece, mais o caos fica divertido.
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A movimentação é rápida e responsiva. Hidalgo é gostoso de controlar (calma aí, não é isso que você tá pensando não kkk) e em vários momentos o jogo lembra aqueles platformers arcade raiz onde tudo dependia de reflexo e improviso.E as seções de voo? Cara… que decisão boa. Depois da pancadaria frenética, sair planando pelos cenários dá um respiro delicioso e ainda quebra a repetição típica de roguelike.
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Visualmente tem personalidade pra caralho. Arte cheia de expressão, personagens carismáticos e um mundo que parece vivo dentro da própria maluquice. Tem energia de “desenho indie underground” em tudo.Destaque pra dublagem da espada falante. Ela praticamente vira personagem principal de tão caótica, comenta tudo, provoca, faz piada… vira um festival de energia descontrolada.E a melhor decisão dessa edição definitiva?

O modo SEM ROGUELITE.

Merece aplauso de pé. Muita gente curte a ação e a estética, mas odeia repetir run toda hora. Aqui você simplesmente desliga o roguelike e joga como platformer tradicional. E isso muda completamente a acessibilidade. Agora, papo reto estilo revista de banca:Atomic Owl pode ficar repetitivo em sessões muito longas, especialmente no modo roguelike clássico. 
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Algumas runs dependem bastante da sorte dos upgrades e certos inimigos reaparecem rápido demais. Quando o combate enlouquece, a tela vira uma rave de pixel, explosão e golpe colorido que às vezes dificulta enxergar o que tá acontecendo. Mas honestamente?

Parte da graça está exatamente nesse caos controlado.Atomic Owl não quer ser indie melancólico cheio de filosofia triste. Ele quer ser exagerado, rápido, barulhento e divertido.E consegue pra caralho.
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No fim das contas, Atomic Owl é aquele tipo de indie que abraça completamente a própria estranheza sem sentir vergonha nenhuma.Um jogo sobre pássaros guerreiros, espadas falantes e corvos cósmicos que, por algum motivo inexplicável…funciona absurdamente bem.

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