Review | Dracamar — O jogo de plataforma fofinho que parece desenho animado da TV Globinho !!

Tem jogo que quer impressionar pelo tamanho do mapa. Tem jogo que quer parecer “adulto” o tempo inteiro. E aí chega Dracamar lembrando uma coisa que muita gente esqueceu:

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Videogame também pode ser puro conforto. Logo nos primeiros minutos já bate aquela sensação: caramba, isso aqui parece desenho animado da TV Globinho! Aquela vibe leve, colorida e acolhedora de sábado de manhã, depois do café com leite e pão na chapa.

Nada de mundo cinza deprimente, apocalipse ou drama pesado. Dracamar quer entregar aventura leve, cores vibrantes e aquela nostalgia gostosa de desenho que a gente assistia de pijama. 

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E sinceramente? Funciona direitinho.

A aventura rola num arquipélago inspirado no Mediterrâneo, cheio de ilhas bonitas, praias ensolaradas e cenários que pedem pra você desacelerar enquanto joga. No controle de Caliu, Foc e Espurna, a missão é impedir o vilão Rei Crad, um dragão maligno que quer bagunçar tudo. No meio disso você salva os pequenos Okis mágicos e reconstrói partes do mundo.Premissa simples, mas combina perfeitamente com o clima.

A estrutura é platformer clássico: correr, pular, coletar, enfrentar inimigos leves e resolver puzzles tranquilos. Nada revolucionário. Mas o ponto é exatamente esse — Dracamar entende muito bem o próprio ritmo. 

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Os cenários são uma das melhores partes. Floresta iluminada, praia mediterrânea lindíssima, montanhas inspiradas nos Pirineus… tudo passa uma energia acolhedora pra caramba. O jogo é colorido sem virar bagunça visual.

Os três personagens jogáveis dão uma variadinha, e o pequeno Iko, mascote mágico, entra naquele papel clássico de companheiro carismático que parece saído direto de um desenho animado.

O mais legal é que o jogo fala de amizade, comunidade e conexão com a natureza… mas faz isso de forma natural, sem parecer sermão. A energia positiva simplesmente existe ali.

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Agora, papo reto estilo revista de banca:

Quem procura desafio hardcore talvez ache tudo um pouco seguro demais. Os combates raramente surpreendem, os puzzles são tranquilos e o platforming dificilmente exige precisão cirúrgica. Depois de algumas horas, certas estruturas ficam previsíveis. Algums problemas de câmera também podem ser vistos no jogo. Nada que estrague a aventura, e tem jogador mais velho que vai achar até isso nostálgico, hehe.

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Só que honestamente? Acho que isso faz parte da identidade do jogo.

Dracamar não quer ser estressante. Ele quer ser confortável. Quer ser aquele jogo que você abre no fim do dia (ou numa manhã de domingo) pra relaxar e sair com o coração leve. E nisso ele manda muito bem.

No fim das contas, Dracamar talvez não reinvente o gênero… mas entrega algo que anda cada vez mais raro: sinceridade. É uma aventura charmosa, colorida e cheia de coração. E às vezes, explorar ilhas mágicas ajudando criaturas fofinhas enquanto se sente dentro de um desenho da TV Globinho é exatamente o tipo de videogame que estava faltando na estante.

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