Tem muito jogo por aí tentando seguir os passos de Pokémon. Aí chega Monster Crown: Sin Eater, cruza os braços e fala: “Legal… mas e se a gente transformasse isso num laboratório proibido de criaturas bizarras?” E na moral? Funciona muito mais do que deveria.

O game te coloca na pele de Asur, um garoto simples do interior que sonha virar Monster Tamer igual ao irmão mais velho. Só que, como todo bom RPG raiz dos anos 90, as coisas desandam rapidinho. O clima vai ficando estranho. Escuro. Quase desconfortável. Tem tragédia, conspiração, criaturas que parecem ter saído de pesadelo pixelado e um mundo que esconde coisa errada por trás daquele visual retrô simpático.O jogo abraça essa vibe sem medo nenhum.
Visualmente, parece um JRPG portátil perdido numa dimensão alternativa. Muito DNA de Game Boy Color, mas turbinado ao extremo, com sprites detalhados e monstros desenhados à mão que vão do “maneiro” ao “meu Deus, o que é isso?”. Um charme esquisito que gruda.Mas o verdadeiro monstro aqui são os sistemas.
O cruzamento de criaturas rouba a cena. Você não só captura. Você mistura, experimenta, cria novas espécies e começa a montar verdadeiras aberrações de bolso. Tem hora que você para de pensar “qual é o mais forte?” e vira cientista maluco: “Tá… mas o que acontece se eu fundir ESSAS duas coisas aqui?” ,
O cruzamento de criaturas rouba a cena. Você não só captura. Você mistura, experimenta, cria novas espécies e começa a montar verdadeiras aberrações de bolso. Tem hora que você para de pensar “qual é o mais forte?” e vira cientista maluco: “Tá… mas o que acontece se eu fundir ESSAS duas coisas aqui?” ,

O combate também surpreende. Na superfície parece simples (pedra-papel-tesoura), mas Synergy e Crowning adicionam camadas profundas. Você monta combos, controla buffs, explora status negativos e transforma lutas difíceis em execuções planejadas.
Só que fica um aviso estilo "Ação Games": o jogo não pega na mão. Nem um pouco. A dificuldade sobe legal, especialmente nos modos avançados. O jogo olha pro iniciante e fala: “melhor não mexer nisso ainda, Xará”. Salvar com frequência vira obrigação. Porque se o protagonista cai… Game Over seco na tela.

Agora, papo reto de jogador pra jogador:Nem tudo funciona perfeitamente. Menus às vezes são um pouco bagunçados, ritmo truncado em alguns trechos e em algumas partes o jogo explica menos do que deveria. Você fica um pouco perdido tentando entender sistemas importantes sozinho.Mas talvez isso seja de propósito.

Porque Monster Crown: Sin Eater não quer ser um RPG mastigadinho. Ele quer que você experimente, erre, teste combinação estranha e descubra as coisas na raça.E quando tudo encaixa… vira aquele RPG cult esquisitão que fica morando na sua cabeça por semanas.No fim das contas, isso aqui não é só mais uma aventura de capturar monstrinhos fofinhos.
É um laboratório de criaturas mutantes disfarçado de JRPG retrô.E sinceramente? Quanto mais estranho ele fica… melhor ele funciona.
É um laboratório de criaturas mutantes disfarçado de JRPG retrô.E sinceramente? Quanto mais estranho ele fica… melhor ele funciona.
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