Lobisomens, Metroidvania, pancadaria brutal e uma Alaska tomada pela corrupção sobrenatural. Sim… Werewolf: The Apocalypse – Rageborn acabou de entrar no radar como um daqueles projetos que parecem ter saído diretamente de uma mistura entre caos selvagem e ação old school.

A Nacon e o estúdio crea-ture Studios, conhecido por Session: Skate Sim, anunciaram oficialmente o novo jogo para PlayStation 5, Xbox Series, Switch 2 e PC via Steam.
E honestamente? A proposta parece muito mais interessante do que o nome gigantesco sugere à primeira vista.
Um Metroidvania movido por fúria e transformação
Baseado no universo de Werewolf: The Apocalypse, o game coloca os jogadores na pele de Taylor, um jovem cuja natureza monstruosa desperta após ver sua amiga ecoativista ser assassinada brutalmente.
O resultado disso é praticamente uma explosão de sangue, vingança e caos sobrenatural no meio das regiões selvagens do Alasca. A grande sacada aqui está nas transformações.
Diferente de muitos Metroidvanias tradicionais, onde o personagem ganha ferramentas ou habilidades específicas ao longo da jornada, Rageborn usa as formas do lobisomem como núcleo da exploração e do combate.
As três formas do Garou
O jogador poderá alternar dinamicamente entre três formas diferentes, cada uma com funções específicas.
Homid
A forma humana é focada em combate à distância. Aqui entram armas de fogo, bestas e até o uso do kyoketsu shoge, aquela arma japonesa absurda que parece ter saído de um anime ultra violento dos anos 90.
Lupus
Já a forma de lobo puro prioriza velocidade, furtividade e exploração. Ela será essencial para atravessar áreas complexas, alcançar plataformas distantes e executar eliminações silenciosas.
Crinos
E claro… existe a forma Crinos. A clássica máquina de triturar ossos ambulante.
É nela que o combate corpo a corpo explode de vez, com combos violentos movidos pela Rage do personagem. Também será possível destruir obstáculos e acessar novas áreas usando pura brutalidade lupina.
Combate brutal e construção de builds
Segundo a descrição oficial, os inimigos vão reagir ao estilo de luta do jogador, forçando mudanças constantes entre as formas.
Mercenários, máquinas da Pentex e criaturas sobrenaturais exigirão abordagens diferentes durante os confrontos. Um exemplo citado pelos desenvolvedores envolve drones voadores que praticamente obrigam o jogador a trocar para a forma humana e usar armas de longo alcance.
Além disso, o jogo terá elementos de RPG com centenas de combinações possíveis de Gifts, permitindo criar builds diferentes para exploração e combate. A ideia parece abraçar aquele espírito “aprenda o mapa, evolua habilidades e volte mais forte”, bem raiz de Metroidvania clássico.
Alaska como um enorme labirinto vivo
O mundo do jogo será totalmente interconectado, cheio de caminhos secretos e áreas inacessíveis no começo da aventura.
Quanto mais o jogador evolui suas formas e habilidades, mais possibilidades de exploração surgem. É exatamente aquela estrutura deliciosa de revisitar regiões antigas e descobrir que existia um caminho escondido ali o tempo inteiro.
E sinceramente? O cenário do Alasca combina demais com esse clima sobrenatural pesado. Florestas congeladas, laboratórios obscuros, corrupção espiritual e lobisomens furiosos têm uma energia quase “filme cult de VHS proibido da locadora”. 🌕🐺
O estúdio parece estar apostando alto
Louis Lamarche, diretor criativo e presidente da crea-ture Studios, explicou que a própria mecânica de transformação foi o principal motivo para o time escolher trabalhar com a licença Werewolf: The Apocalypse.
Segundo ele, o conceito de alternar formas naturalmente já cria elementos de exploração e progressão típicos de Metroidvania. E pelas descrições iniciais, parece que o estúdio quer transformar isso em algo muito mais dinâmico do que apenas “trocar postura de combate”.
Clima Sussuworld 🎮
Vou falar… esse aqui me pegou de surpresa bonito. Porque quando você lê “jogo do universo Werewolf: The Apocalypse”, o cérebro automaticamente prepara um RPG mais lento, cheio de diálogos e clima sombrio tradicional do World of Darkness.
Mas aí o trailer e as descrições aparecem com cara de ação brutal, transformação instantânea, exploração estilo Metroidvania e combate quase hack’n slash. Resultado: curiosidade ativada na hora.
E existe uma vibe muito PS2 premium aqui. Daquelas experiências estranhas, violentas e estilosas que surgiam do nada e viravam cult anos depois. Se eles acertarem o flow entre exploração, transformação e combate… isso aqui pode virar uma surpresa gigantesca.
Principalmente pra quem sente falta daqueles jogos que tinham personalidade própria e não medo de serem um pouco esquisitos. 🌕🔥
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