Criador de Animal Well diz que fim da mídia física "mata" sua vontade de desenvolver para PlayStation !!

O anúncio da Sony de encerrar a produção de novos jogos em mídia física a partir de janeiro de 2028 continua gerando reações negativas na indústria. Desta vez, quem criticou a decisão foi Billy Basso, criador de Animal Well, um dos indies mais elogiados de 2024.

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Em uma publicação nas redes sociais, o desenvolvedor afirmou que a mudança afeta diretamente sua motivação para continuar lançando jogos na plataforma da PlayStation.

"Mata todo o meu desejo"

Billy Basso utilizou o X (antigo Twitter) para comentar a decisão da Sony.

Segundo o desenvolvedor:

"É extremamente triste pensar que talvez eu nunca mais lance outro jogo físico para PlayStation."

Ele explicou que ver Animal Well ganhar uma edição física foi uma das grandes motivações durante todo o desenvolvimento do projeto.

Na sequência, fez uma crítica direta à nova política da empresa.

"Lançar as versões físicas de Animal Well foi uma enorme motivação durante todo o desenvolvimento. Isso mata todo o meu desejo de desenvolver para a plataforma. Espero que eles mudem essa decisão."

Um dos indies mais premiados dos últimos anos

As declarações chamam atenção porque Animal Well teve uma relação bastante próxima com a PlayStation. Além de estrear diretamente no Catálogo do PlayStation Plus, o jogo recebeu forte apoio da Sony durante sua divulgação.

O título também foi um dos maiores destaques de 2024, alcançando 90 pontos no Metacritic e sendo considerado por muitos um dos melhores jogos independentes daquele ano.

Críticas continuam aumentando

Billy Basso é apenas mais um nome da indústria a demonstrar preocupação com o futuro da mídia física.

Nos últimos dias, diversas empresas e profissionais também comentaram o tema, entre eles:

  • Shawn Layden, ex-chefe da PlayStation Worldwide Studios;
  • Mike Ybarra, ex-presidente da Blizzard;
  • Video Game History Foundation (VGHF);
  • Pequenos estúdios como Aeternum Game Studios e Tesura Games.

As discussões envolvem principalmente questões relacionadas à preservação dos jogos, propriedade digital e liberdade de escolha dos consumidores.

Debate vai além dos jogadores

A repercussão mostra que o impacto da decisão da Sony não afeta apenas quem compra jogos.

Para muitos desenvolvedores independentes, lançar uma edição física representa mais do que uma alternativa comercial. É uma forma de eternizar o projeto, alcançar colecionadores e oferecer aos fãs um produto tangível que permanece disponível mesmo muitos anos depois do lançamento.

Por isso, o fim desse formato também desperta preocupações dentro dos próprios estúdios.

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Uma coisa que vem ficando clara nessa discussão é que a mídia física tem significados diferentes para cada pessoa. Para alguns jogadores, ela representa economia e possibilidade de revenda. Para outros, é coleção. Já para muitos desenvolvedores independentes, como Billy Basso, ela simboliza a realização de ver anos de trabalho transformados em algo que pode ser colocado na estante.

É interessante notar que essa crítica parte justamente de alguém que teve uma excelente relação com a PlayStation. Animal Well foi apoiado pela Sony desde o lançamento, o que dá ainda mais peso às palavras do criador.

Se a empresa esperava que a discussão se limitasse aos consumidores, os últimos dias mostraram exatamente o contrário. Desenvolvedores, preservacionistas, varejistas e até ex-executivos da própria PlayStation passaram a questionar a decisão. Agora resta saber se toda essa pressão será suficiente para provocar algum tipo de revisão na estratégia anunciada para 2028.

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