O diretor da trilogia Final Fantasy VII Remake, Naoki Hamaguchi, acredita que muitos jogadores estão começando a sentir uma certa "fadiga de mundo aberto".

Em entrevista ao site Eurogamer, o desenvolvedor comentou que a enorme quantidade de jogos adotando esse formato faz com que parte do público se sinta sobrecarregada, embora ele continue acreditando que oferecer liberdade ao jogador seja algo importante.
As declarações surgiram enquanto Hamaguchi comentava o feedback recebido após o lançamento de Final Fantasy VII Rebirth.
"Nem sempre sabemos para onde ir"
Segundo Hamaguchi, a sensação de estar completamente livre em um enorme mapa pode ser fascinante, mas também gerar insegurança para alguns jogadores.
"Existem muitos jogos de mundo aberto atualmente, e a ideia de 'fadiga de mundo aberto' é muito importante para mim. Pessoalmente, já tive a experiência de entrar em um jogo desse tipo e não saber para onde ir, por onde começar ou o que fazer. Ao mesmo tempo, ser colocado em um mundo incrível, onde tudo é possível, é algo fantástico."
Para o diretor, o desafio está em equilibrar a liberdade de exploração com uma estrutura que ajude o jogador a manter um senso de direção.
Liberdade continua sendo prioridade
Mesmo reconhecendo esse possível desgaste, Hamaguchi afirmou que continua valorizando a liberdade oferecida pelos mundos abertos.
A filosofia da equipe é permitir que cada jogador explore o universo do jogo no seu próprio ritmo, sem abrir mão de uma narrativa envolvente.
Essa abordagem ficou evidente em Final Fantasy VII Rebirth, que expandiu significativamente as áreas exploráveis em comparação com Final Fantasy VII Remake.
Trilogia está chegando ao fim
Durante a entrevista, Hamaguchi também comentou sobre o futuro da série.
Segundo ele, o próximo jogo encerrará a trilogia de remakes de Final Fantasy VII. Depois disso, o diretor demonstrou interesse em trabalhar em uma franquia totalmente nova.
Ele afirmou que não descarta participar de remakes de outros títulos da série Final Fantasy, mas sente que, após tantos anos dedicados ao universo de Cloud e seus companheiros, está pronto para explorar novas ideias.
Debate sobre mundos abertos continua
Nos últimos anos, franquias tradicionais passaram a adotar estruturas de mundo aberto, incluindo séries como The Legend of Zelda e Final Fantasy.
Ao mesmo tempo, parte dos jogadores e da crítica passou a discutir se alguns títulos estariam apostando em mapas gigantescos sem oferecer conteúdo suficiente para justificar sua escala, alimentando o debate sobre a chamada "fadiga de mundo aberto".
Clima SussuWorld 🌍
A fala de Naoki Hamaguchi toca em um assunto que aparece com frequência entre os jogadores. Durante muito tempo, parecia que todo grande lançamento precisava ter um mapa gigantesco para ser considerado ambicioso. Hoje, porém, muita gente começa a valorizar experiências mais enxutas, com mundos menores, mas mais densos e interessantes de explorar.
Isso não significa que os mundos abertos estejam em declínio. Jogos como The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, Elden Ring e Kingdom Come: Deliverance II mostram que o formato continua extremamente popular quando a exploração faz sentido dentro da proposta do jogo. Talvez o desafio daqui para frente não seja criar mapas maiores, mas criar mundos que realmente despertem a curiosidade do jogador em cada nova descoberta.
Postar um comentário