EA é criticada após adicionar microtransações em modos single-player de College Football 27 !!

A EA Sports está no centro de uma nova polêmica. Poucos dias após o lançamento antecipado de College Football 27, jogadores descobriram que o game passou a oferecer microtransações dentro dos principais modos single-player, uma decisão que gerou forte reação da comunidade.

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O detalhe que mais irritou os fãs é que o recurso não havia sido divulgado previamente, nem mesmo para criadores de conteúdo que participaram de um evento oficial de apresentação do jogo semanas antes do lançamento.

Agora é possível pagar para evoluir seu treinador ou atleta

As microtransações foram adicionadas aos modos Dynasty e Road to Glory, dois dos pilares da experiência offline de College Football 27.

Neles, os jogadores podem gastar dinheiro real para acelerar a evolução de seus personagens.

Segundo relatos da comunidade, levar um treinador diretamente ao nível máximo logo no início da campanha pode custar US$ 100, valor superior ao preço da edição padrão do próprio jogo.

Embora microtransações já façam parte da indústria há muitos anos, o fato de elas terem chegado justamente aos modos individuais causou grande descontentamento entre os jogadores.

EA removeu uma alternativa gratuita

O principal motivo da revolta, porém, não é apenas a presença das compras.

Nos jogos anteriores da franquia, College Football 25 e College Football 26, existiam controles que permitiam ajustar a quantidade de experiência (XP) recebida durante a campanha.

Isso possibilitava que jogadores com menos tempo disponível evoluíssem seus personagens de maneira mais rápida, sem precisar passar horas repetindo partidas.

Em College Football 27, essas opções simplesmente desapareceram.

Na prática, quem quiser acelerar a progressão agora precisa recorrer às microtransações.

Criadores de conteúdo iniciam campanha contra a decisão

A reação da comunidade foi imediata.

O criador de conteúdo Bordeaux, parceiro da própria EA, publicou um vídeo criticando duramente a decisão da empresa e lançou a campanha #CFBPlayDontPay, que rapidamente entrou entre os assuntos mais comentados dos Estados Unidos.

Segundo ele:

"Vocês não podem simplesmente esconder microtransações, deixar nós, criadores, empolgados com o jogo, não falar absolutamente nada durante o evento em Chicago e esperar que todo mundo aceite isso normalmente."

Diversos outros criadores ligados ao programa oficial da EA também publicaram vídeos condenando a medida e cobrando uma resposta pública da empresa.

Até o momento, a EA ainda não comentou oficialmente a situação.

Monetização deve aumentar em toda a EA

Segundo a reportagem, a situação não seria um caso isolado.

Fontes ligadas à empresa afirmam que a EA vem estudando novas formas de monetizar praticamente todas as suas franquias.

Entre os exemplos citados estão:

  • College Football 27, com compras dentro do modo carreira;
  • UFC 6, que deverá receber expansões pagas;
  • Madden NFL 27, com mais sistemas de monetização;
  • EA Sports FC, através do novo modo The Grounds;
  • Além de futuros jogos single-player da empresa.

A estratégia estaria ligada às mudanças financeiras previstas para a companhia, que deverá assumir uma dívida bilionária após o processo de privatização anunciado recentemente.

Desenvolvedores também teriam ficado insatisfeitos

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, muitos integrantes da equipe responsável por College Football 27 também não aprovaram a implementação das microtransações.

Alguns desenvolvedores teriam descrito a decisão como algo que já sabiam que provocaria uma reação extremamente negativa da comunidade.

Mesmo assim, a expectativa interna seria de que a polêmica diminua com o passar das semanas, permitindo que a estratégia de monetização continue sendo expandida.

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Microtransações já fazem parte da realidade dos videogames há bastante tempo. A diferença é que, tradicionalmente, elas aparecem em modos competitivos online ou em conteúdos cosméticos. Quando esse modelo invade campanhas single-player, especialmente substituindo recursos gratuitos que já existiam, a percepção do público muda completamente.

Se as informações estiverem corretas, o caso de College Football 27 pode marcar uma nova fase para a EA, em que a monetização deixa de ser um complemento e passa a fazer parte da própria progressão dos jogadores.

Agora resta saber se a reação da comunidade será suficiente para fazer a empresa rever parte dessa estratégia ou se este será apenas o primeiro passo de uma tendência que poderá chegar a outras grandes franquias da publisher.

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