A Sega atravessa um dos momentos mais ambiciosos de sua história recente. Depois de anos alternando grandes sucessos com períodos de instabilidade, a empresa agora quer recuperar o protagonismo no mercado mundial de games e entretenimento.

Essa é a missão assumida por Shuji Utsumi, presidente e COO da Sega, que revelou em entrevista à Famitsu que seu principal objetivo é fazer da companhia uma referência global mais uma vez.
Segundo o executivo, os últimos dois anos foram marcados por uma profunda transformação interna. Além de acompanhar o negócio de jogos, Utsumi passou a supervisionar outras áreas do grupo, incluindo as operações internacionais e iniciativas ligadas à expansão das propriedades intelectuais da empresa. Apesar de reconhecer que alguns projetos enfrentaram dificuldades, ele acredita que a estratégia adotada começa a mostrar resultados concretos.
"Queremos que a Sega volte a ser uma empresa global"
Durante a entrevista, Utsumi afirmou que a Sega deixou para trás a época em que olhava principalmente para o mercado japonês. Hoje, a empresa desenvolve seus projetos pensando em um público mundial e em lançamentos multiplataforma, incluindo o PC, algo que considera essencial para o futuro da companhia.
Mais do que vender jogos em diferentes regiões, o executivo quer reconstruir a imagem da Sega como uma das empresas mais relevantes da indústria.
Segundo ele, esse trabalho já começa a ser percebido pelo público.
"Finalmente começamos a ouvir pessoas no exterior dizendo: 'A Sega voltou a ser uma empresa cheia de energia'."
Para Utsumi, a presença da empresa em eventos como o Summer Game Fest e o Xbox Games Showcase, onde diversos novos projetos foram apresentados, simboliza justamente essa retomada da visibilidade internacional. Ele lembra que, há alguns anos, era raro ver a Sega ocupando espaço de destaque em apresentações desse porte.
O poder das franquias clássicas
Outro ponto destacado pelo presidente é que a Sega possui um dos catálogos de franquias mais valiosos da indústria, mas admite que a empresa demorou para explorar todo esse potencial.
Segundo ele, além de gigantes como Sonic, Persona e Like a Dragon, a companhia possui diversas propriedades intelectuais capazes de conquistar novas gerações. O desafio agora é ampliar o contato dos jogadores com essas marcas por meio de jogos, produtos licenciados, animações, filmes, eventos e outras iniciativas que fazem parte da estratégia transmídia da empresa.
Essa visão já pode ser percebida com o projeto SEGA UNIVERSE, criado para reunir e revitalizar franquias clássicas em diferentes formatos, aproximando o público de personagens que marcaram gerações.
Ainda há muito trabalho pela frente
Apesar do otimismo, Utsumi reconhece que a Sega ainda corre atrás de concorrentes que começaram esse processo de expansão global há mais tempo.
Segundo ele, a empresa entrou nessa disputa um pouco mais tarde, mas acredita que o enorme portfólio de franquias permitirá acelerar essa recuperação nos próximos anos.
A mensagem é clara: a Sega não quer apenas viver de nostalgia. O objetivo é usar seu legado como ponto de partida para voltar a ocupar uma posição de destaque na indústria mundial de games.
Clima SussuWorld
Quem acompanha a Sega há décadas sabe que essa ambição faz sentido. A empresa que um dia enfrentou a Nintendo de igual para igual, revolucionou os fliperamas e lançou consoles inesquecíveis ainda possui algumas das marcas mais fortes do mercado.
A diferença é que agora a estratégia vai muito além dos videogames. Filmes, animações, lojas, produtos licenciados e eventos fazem parte de um plano maior para transformar a Sega novamente em um nome de peso no entretenimento global. Se essa visão vai se concretizar, só o tempo dirá, mas uma coisa é certa: a empresa está deixando claro que quer voltar ao centro das atenções.
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