Ryse perdeu dois terços do conteúdo planejado para chegar a tempo ao lançamento do Xbox One !!

Novos detalhes sobre os bastidores de Ryse: Son of Rome mostram que o jogo poderia ter sido muito maior do que os jogadores conheceram em 2013. Segundo um relatório publicado pelo IGN, a Crytek precisou cortar cerca de dois terços de todo o conteúdo planejado para conseguir lançar o título junto com o Xbox One.

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Mesmo com tantos cortes, a equipe acreditava que estava apenas dando o primeiro passo de uma franquia que seria expandida ao longo dos anos.

Um jogo muito maior ficou pelo caminho

De acordo com ex-desenvolvedores da Crytek, a versão lançada de Ryse: Son of Rome acabou ficando com aproximadamente seis horas de campanha.

O motivo foi simples: o cronograma apertado.

Para cumprir a data de lançamento do Xbox One, o estúdio precisou remover uma enorme quantidade de conteúdo, passando inclusive por um intenso período de crunch.

Apesar disso, a equipe enxergava o primeiro Ryse como a base de uma franquia de longo prazo e acreditava que muitas das ideias cortadas seriam aproveitadas nas sequências.

Vikings, Japão Feudal e novas épocas históricas

Os planos para a franquia eram bastante ambiciosos.

Entre os cenários discutidos para futuros jogos estavam:

  • a era dos Vikings;
  • o Japão Feudal;
  • outros períodos históricos inspirados em grandes civilizações e conflitos reais.

A ideia era que Ryse deixasse de focar apenas no Império Romano e se transformasse em uma série de aventuras históricas, cada uma explorando culturas e estilos de combate diferentes.

Mundo mais aberto e inspirado em God of War

Os desenvolvedores também queriam mudar completamente a estrutura da campanha.

Enquanto Ryse: Son of Rome possui fases bastante lineares, as sequências adotariam um design mais aberto, inspirado em jogos como God of War (2018).

Além disso, várias mecânicas acabaram ficando de fora por falta de tempo.

Entre elas estavam:

  • navegação utilizando veículos;
  • modo multiplayer PvP;
  • combates mais dinâmicos;
  • sistemas de progressão mais elaborados.

Combate também seria muito mais profundo

Outro aspecto que sofreu cortes foi o sistema de combate.

Os desenvolvedores citaram como exemplo uma missão ambientada na Britânia, durante a rebelião liderada por Boudica.

Na versão lançada, a famosa formação romana Testudo servia basicamente para bloquear flechas e avançar pressionando botões.

O plano original era muito mais complexo.

Os jogadores poderiam sair e retornar livremente da formação, alternando entre o combate individual e a estratégia coletiva em tempo real.

As sequências também explorariam outras formações militares históricas, como o Parthian Shot e o Kakuyoku, ampliando bastante a variedade tática.

A mitologia também seria expandida

Os planos para o universo de Ryse iam além da História.

Os personagens Aquilo e Aestas, apresentados no primeiro jogo como simples figuras humanas, seriam revelados posteriormente como entidades divinas manipulando os acontecimentos da humanidade.

Essa narrativa continuaria nas sequências, adaptando diferentes religiões e mitologias ao universo da franquia de maneira mais sutil.

Clima SussuWorld 🎮

É curioso olhar para Ryse hoje e perceber que ele talvez tenha sido um dos maiores "e se..." da geração Xbox One.

Mesmo com todas as limitações, o jogo ainda impressiona pelos gráficos, pela ambientação e pelo potencial que deixava transparecer. Saber agora que cerca de dois terços do conteúdo ficaram pelo caminho ajuda a explicar por que muitos jogadores terminaram a campanha com a sensação de que havia algo faltando.

O mais triste é perceber que a Crytek realmente tinha planos enormes para transformar Ryse em uma grande franquia histórica, quase como uma resposta da Xbox para Assassin's Creed. Vikings, Japão Feudal, combates mais livres, mapas maiores e novas mecânicas ficaram apenas no papel.

Hoje, Ryse segue como um clássico cult do Xbox One. E, quanto mais os bastidores aparecem, mais fica a impressão de que a série tinha potencial para se tornar muito maior do que conseguiu ser.

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