Fallout 3 Remaster poderá finalmente superar limitações técnicas do original, diz ex-Bethesda !!

A Bethesda já confirmou que está trabalhando em uma versão remasterizada de Fallout 3, e um dos desenvolvedores que participou da criação do clássico de 2008 acredita que o projeto poderá finalmente mostrar algumas coisas da maneira como a equipe originalmente imaginava.

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Nate Purkeypile, ex-desenvolvedor da Bethesda com mais de duas décadas de experiência na indústria, explicou que Fallout 3 foi criado enfrentando fortes limitações técnicas, especialmente relacionadas à iluminação, tamanho das texturas e quantidade de elementos que poderiam aparecer simultaneamente na tela.

Para ele, justamente por isso um remaster de Fallout 3 faz bastante sentido.

Fallout 3 foi desenvolvido brigando contra a memória

Durante uma entrevista ao canal The Examined Game, Purkeypile falou sobre sua experiência trabalhando em Fallout 3 e comentou sua expectativa para o remaster.

O desenvolvedor trabalhou como artista de cenários e iluminação no jogo original, posteriormente assumindo o cargo de artista principal na expansão The Pitt e trabalhando como co-designer e artista principal de Point Lookout.

Segundo ele, a equipe estava constantemente limitada pela tecnologia disponível na época.

“Estou pessoalmente ansioso por isso porque estávamos extremamente limitados pela tecnologia quando fizemos Fallout 3”, explicou Purkeypile.

O desenvolvedor lembra que havia restrições até mesmo na quantidade de fontes de iluminação que poderiam ser colocadas nos cenários. As texturas também precisavam ser pequenas, enquanto os artistas estavam constantemente preocupados com o orçamento de memória e com a quantidade de elementos exibidos simultaneamente.

Por causa disso, Purkeypile afirma que o resultado visual do jogo original não representa exatamente aquilo que os artistas pretendiam criar.

Remasters de jogos podem corrigir algo que nunca chegou às telas

Purkeypile também fez uma comparação interessante entre remakes de filmes e videogames.

Embora compreenda por que algumas pessoas enxergam remakes e remasters como desnecessários, ele acredita que nos videogames existe uma diferença fundamental: muitas vezes, aquilo que chegou às lojas não correspondia exatamente à visão dos desenvolvedores porque simplesmente não existia hardware capaz de executá-la.

No caso de Fallout 3, ele afirma que isso era particularmente evidente no departamento artístico.

Com o hardware atual, a Bethesda poderá trabalhar com iluminação muito mais complexa, texturas em alta resolução, maior densidade de objetos e cenários mais detalhados sem precisar enfrentar as mesmas restrições de memória existentes durante o desenvolvimento original.

E basta olhar para o tratamento dado a The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, lançado em 2025, para imaginar o tamanho da transformação que Fallout 3 poderá receber.

E depois de Fallout 3? Skyrim, claro

Quando questionado sobre qual outro jogo gostaria de ver recebendo tratamento semelhante, Purkeypile apontou um candidato bastante previsível: The Elder Scrolls V: Skyrim.

O desenvolvedor lembra com carinho do período em que trabalhou no RPG e disse que, caso pudesse revisitar seu visual, tentaria principalmente adicionar mais cores ao mundo.

Claro, Skyrim já ganhou tantas versões ao longo dos anos que pedir outra é praticamente alimentar o meme sozinho, mas uma reconstrução visual completa seria algo bastante diferente das inúmeras reedições que o jogo recebeu desde 2011.

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Esse é justamente o tipo de jogo em que um remaster pode fazer muito mais sentido do que simplesmente aumentar resolução e colocar textura em 4K.

Fallout 3 tinha uma atmosfera fantástica, mas tecnicamente era um produto muito amarrado ao Xbox 360 e PlayStation 3. Quem jogou naquela época lembra bem das texturas simples, da iluminação limitada, dos interiores bastante semelhantes e daquele horizonte que muitas vezes precisava esconder as limitações do hardware.

Agora imagine aquela primeira saída do Vault 101.

A porta abre, os olhos do personagem precisam se acostumar à claridade e, aos poucos, aparece diante dele aquela Capital Wasteland completamente destruída, só que agora com iluminação moderna, muito mais detalhes, maior densidade nos cenários e uma distância de visão que faça justiça ao tamanho daquele momento.

Se seguirem a filosofia utilizada em Oblivion Remastered, existe potencial para Fallout 3 ganhar não apenas uma maquiagem, mas finalmente receber parte da apresentação visual que seus próprios artistas queriam entregar em 2008 e simplesmente não tinham máquina para colocar na tela.

E aí sim existe uma diferença enorme entre remasterizar porque “dá dinheiro” e revisitar um clássico porque a tecnologia finalmente alcançou a ambição original.

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