O mistério em torno do final de Final Fantasy VII Revelation acaba de ganhar mais combustível. Naoki Hamaguchi, diretor da trilogia remake, voltou a falar sobre o encerramento da história e deixou claro que os jogadores não devem considerar absolutamente nada como garantido.

Segundo Hamaguchi, o terceiro jogo pode terminar de maneira totalmente fiel ao clássico de 1997, seguir por um caminho completamente diferente ou até apresentar "algo que ninguém poderia imaginar".
E, obviamente, ele não pretende entregar a resposta antes da hora.
Hamaguchi não confirma nem mesmo fidelidade ao original
Em entrevista ao Automaton, Hamaguchi ressaltou que, apesar das inúmeras conversas sobre o assunto desde Final Fantasy VII Remake, ele nunca revelou para nenhum veículo de imprensa qual será realmente o final de Revelation.
Mais do que simplesmente surpreender os jogadores com os últimos minutos da aventura, o diretor afirma que deseja que a conclusão faça o público olhar para toda a trilogia e sentir que valeu a pena acompanhar essa gigantesca reconstrução de Final Fantasy VII.
Segundo Hamaguchi, sua intenção é fazer com que os jogadores terminem pensando coisas como "ainda bem que fizeram a série Remake" ou que valeu a pena acompanhar essa nova jornada até o fim.
E quando pressionado sobre o quanto Revelation seguirá o original, ele deixou todas as portas abertas.
"O final pode ser completamente fiel ao original ou pode acabar sendo algo totalmente diferente. Talvez siga até uma direção que ninguém poderia imaginar."
Hamaguchi completou dizendo que prefere que os jogadores descubram isso por conta própria.
E onde entra Advent Children?
Outra questão inevitável envolve Final Fantasy VII: Advent Children, filme lançado originalmente em 2005 e ambientado após os acontecimentos do RPG.
Questionado sobre Revelation terminar de maneira que eventualmente leve aos eventos de Advent Children, Hamaguchi respondeu que a equipe "não está negando essa possibilidade".
Mas existe um detalhe importante.
O objetivo da trilogia Remake não parece ser simplesmente recriar Final Fantasy VII e terminar exatamente no ponto necessário para conectar diretamente com o filme. Segundo Hamaguchi, a Square Enix está construindo um novo universo abrangente, incorporando elementos e histórias dos diferentes projetos que expandiram FFVII ao longo das décadas.
Isso inclui não apenas Advent Children, mas também títulos como Crisis Core e Dirge of Cerberus.
Ou seja, Advent Children pode continuar fazendo parte desse quebra-cabeça, mas aparentemente dentro de uma interpretação maior criada especificamente para o universo da trilogia Remake.
Depois de Rebirth, qualquer coisa parece possível
E essa declaração ganha ainda mais peso quando lembramos do caminho escolhido pela Square Enix nos dois primeiros jogos.
Desde Final Fantasy VII Remake, a equipe brinca constantemente com o conhecimento daqueles que jogaram o clássico. Personagens parecem reconhecer acontecimentos que teoricamente ainda não aconteceram, destinos aparentemente inevitáveis são questionados e a própria ideia de seguir exatamente os eventos de 1997 passou a fazer parte da narrativa.
Final Fantasy VII Rebirth levou essa brincadeira ainda mais longe, especialmente em seus momentos finais.
Por isso, talvez a maior incógnita de Revelation não seja simplesmente "eles vão mudar o final?", mas sim qual será o verdadeiro significado de todas essas mudanças quando finalmente enxergarmos a trilogia completa.
Clima SussuWorld ☄️🎮
Hamaguchi está fazendo exatamente aquilo que deveria fazer neste momento: não confirmar porcaria nenhuma.
Depois de dois jogos brincando deliberadamente com as expectativas de quem conhece Final Fantasy VII praticamente de memória, revelar agora se o final será igual ou diferente destruiria boa parte da graça.
Mas existe uma frase particularmente interessante nessa entrevista: "algo que ninguém poderia imaginar".
Porque existem teorias para absolutamente tudo neste momento. Final original, linha temporal alternativa, mundos convergindo, Zack, Aerith, Advent Children... a comunidade já desmontou esse roteiro até o último parafuso. Se Hamaguchi realmente conseguir apresentar algo que ninguém imaginou depois de anos de teorias, aí o sujeito conseguiu uma façanha.
Só esperamos uma coisa: que a surpresa exista porque faz sentido para a história, e não simplesmente pela obrigação de surpreender.
Depois de tantos anos acompanhando Remake e Rebirth, Revelation não precisa necessariamente entregar o mesmo final de 1997. Mas precisa entregar um encerramento que faça a gente olhar para toda essa viagem e pensar exatamente aquilo que Hamaguchi deseja:
"Valeu a pena."
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