Gamescom se pronuncia sobre onda de furtos de equipamentos, mas resposta gera críticas !!

A Gamescom decidiu se pronunciar sobre os diversos relatos de equipamentos roubados durante o evento deste ano, mas a explicação apresentada pela organização acabou provocando ainda mais críticas nas redes sociais. 

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Desenvolvedores independentes e outros expositores relataram que notebooks, PCs e outros equipamentos foram levados de diferentes áreas da Koelnmesse, em Colônia, enquanto o evento acontecia.

O problema é especialmente grave para estúdios pequenos. Em alguns casos, os computadores roubados continham versões de demonstração dos jogos, informações de empresas e até materiais que ainda não deveriam estar disponíveis publicamente. 

Para desenvolvedores independentes, perder uma máquina de trabalho em um evento desse tamanho não significa apenas perder um equipamento caro, mas potencialmente interromper completamente a apresentação e o desenvolvimento de um projeto.

“Segurança é uma das nossas maiores prioridades”

Depois que os relatos começaram a se multiplicar, a organização da Gamescom publicou uma declaração nas redes sociais reconhecendo os casos e afirmando que eles foram comunicados tanto à organização quanto à polícia.

Segundo a Gamescom, seguranças uniformizados fazem a proteção geral do complexo, enquanto os expositores podem contratar segurança individual para seus estandes. A organização também lembrou que os participantes são orientados a contratar seguros contra furtos de equipamentos, algo previsto nos termos e condições de participação e nas diretrizes técnicas do evento.

A organização afirmou ainda que os casos registrados seriam situações individuais e declarou que entende a frustração dos expositores afetados. Ao mesmo tempo, destacou que, devido ao tamanho do evento, sempre existirão pessoas tentando se aproveitar da situação e que suas medidas de segurança são planejadas para reduzir esse tipo de risco.

Foi justamente essa parte da resposta que não caiu muito bem.

Muitos participantes consideraram a declaração insuficiente, principalmente porque os relatos não parecem estar concentrados em um único caso isolado. Além dos equipamentos roubados durante a madrugada, desenvolvedores também relataram problemas relacionados ao controle de acesso às áreas restritas do evento.

Relatos levantam dúvidas sobre o controle de acesso

Entre as reclamações, estão relatos de pessoas circulando por áreas destinadas exclusivamente a profissionais sem apresentar a credencial adequada. Também surgiram críticas sobre a atuação dos funcionários responsáveis pela segurança e pelo controle de acesso, com participantes afirmando que diferentes entradas pareciam seguir regras diferentes.

Isso é particularmente preocupante considerando que as áreas de negócios e de desenvolvedores independentes concentram computadores e outros equipamentos utilizados para demonstrar jogos que ainda estão em desenvolvimento.

A situação também ganhou um contexto ainda mais complicado porque não seria a primeira vez que problemas desse tipo são relatados na Gamescom. Em 2025, já haviam surgido questionamentos sobre a contratação e a identificação de profissionais de segurança que trabalhavam no evento.

Por outro lado, é importante não colocar todos os funcionários no mesmo saco. Também existem relatos de profissionais que atuaram corretamente e chegaram a impedir que pessoas sem autorização entrassem em áreas restritas. Ou seja, o problema parece estar menos relacionado a cada funcionário individualmente e mais à eficiência geral do sistema de segurança e controle implementado durante o evento.

E aí chegamos ao ponto mais delicado: quem assume a responsabilidade quando equipamentos são roubados dentro de um dos maiores eventos de videogames do mundo?

A Gamescom deixa claro que os expositores podem contratar segurança particular e fazer seguro dos equipamentos. Do ponto de vista contratual, isso pode estar perfeitamente estabelecido. Mas, do ponto de vista da imagem do evento, dizer ao desenvolvedor que ele deveria ter contratado proteção adicional depois que seu equipamento desapareceu não é exatamente a resposta que muita gente esperava ouvir.

Para um grande publisher, perder um notebook pode ser um transtorno. Para um desenvolvedor independente, pode significar perder uma ferramenta essencial de trabalho e colocar meses de esforço em risco.

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Gamescom é gigantesca. São centenas de milhares de pessoas circulando por uma estrutura enorme, então obviamente segurança absoluta é impossível. O problema é quando começam a aparecer vários relatos diferentes de equipamentos desaparecendo e problemas de controle de acesso.

E aí a conversa deixa de ser apenas sobre “um ladrão entrou no evento” e passa a ser sobre se os procedimentos adotados eram realmente suficientes.

Porque, convenhamos, o cara atravessar meio mundo para mostrar seu jogo, montar o estande, levar o equipamento e chegar no dia seguinte para descobrir que o notebook simplesmente evaporou é de cortar o coração. E responder com “você poderia ter contratado segurança particular” certamente não ajuda a apagar o incêndio. 

A Gamescom agora terá que mostrar, mais do que explicar, que os casos serão investigados e que medidas concretas serão tomadas para que a edição de 2027 não tenha uma repetição desse episódio.

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